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Adhana Festival – Arte, cultura e transformação [REVIEW]

Se você acompanhou nosso Diário da Rave, sabe que paramos no Dia 06 – 01/01, que foi basicamente o nosso último dia no Adhana. Nos despedimos do Festival já em clima de saudade, na manhã do dia 02/01.

Depois de ficar na pista até o final do set do Freedom Fighters, resolvemos comer alguma coisa e optamos pelo hamburguer vegetariano de Shitake da praça de alimentação – que estava uma delícia e então partimos descansar.

Assim que acordamos no segundo dia do ano, preparamos o último café da manhã na cozinha comunitária e partimos pela última vez para o Savanah Mainfloor. No comando da nave: Natascha, DJ na Ilumini Bookings – mandando um Fullonzão de respeito! Assistimos um pouco do set, que foi incrível, nos despedimos dos amigos e logo fomos arrumar as barracas para seguir nosso rumo de volta à São Paulo.

Nossos planos eram de permanecer no evento até dia 03/01, porém, dia 01/01 à noite fomos informados que o encerramento havia sido adiantado para as 17h00 do dia seguinte (02), devido à grande quantidade de pessoas diagnosticadas com a nova gripe e com o covid, sendo assim, resolvemos adiantar um pouco o nosso retorno.

Após o evento, opiniões polêmicas surgiram sobre a propagação dos vírus durante o Adhana, mas precisamos ressaltar que todos os protocolos de segurança foram seguidos pela equipe do festival – comprovantes de vacina 100% conferidos na entrada, álcool em gel espalhado por todos os locais do evento, todos os profissionais de limpeza, alimentação e da tenda da cura utilizaram máscara 100% do tempo, o ambulatório esteve à disposição e de maneira muito atenciosa atendeu a todos os necessitados, retirando do evento àqueles que estavam contaminados para que se tratassem da melhor forma.

A realidade é que o contágio seria iminente em qualquer situação. O Adhana não foi o único evento a acontecer isso e nem será o último – estamos todos voltando à vida normal e em situações como essa, de chuva incessante, mudanças drásticas no clima e contato com o próximo, é inevitável que nosso sistema imunológico seja afetado – principalmente depois de 2 anos reclusos. Parte essencial é o público colaborar com as diretrizes e entender que não existe culpado para essa situação. Por isso, a importância da vacina, que diminuiu quase que 100% as internações e mortes pela doença.

Abaixo trouxemos as considerações finais dessa semana intensa no Adhana Festival. Confira tudo o que rolou por lá:

O EVENTO

Se você acompanha a Hï BPM, provavelmente já viu alguns vídeos do rolê !

O palco principal, como sempre foi incrivelmente construído pelo artista Rodrigo Miranda, aka Careca, com a Beco RS, que contaram uma verdadeira história através de uma Arte Visionária que hipnotizou e encantou o público.

Em conjunto, uma equipe de monstros comandou a projeção mapeada. Os Vjs Bang, Iluminous, Nerd, Picles e Sal deram um show de sincronia nas noites do evento, garantindo uma experiência multi sensorial – a união das artes. Música e efeitos visuais – combinação perfeita para criar atmosferas ainda mais imersivas, e bota imersiva nisso!

Foram quase 9 dias de evento, com diversas atividades e além de muita música boa, ofereceram infinitas possibilidades, dentre elas: Savanah Mainfloor com muito Psytrance, Palco Tribos com músicas alternativas, Palco Ubuntu com Techno, Tenda da Cura com diversas vivências transformadoras, a Galeria de Arte com exposições e atividades artísticas, a Varanda Cultural com palestras muito agregadoras e para as famílias, ainda tinha a Toca dos Leões, um espaço Kids que garantiu a diversão da criançada.

Foram 3 pistas, com mais de 200 artistas no Line-Up. E além de tudo isso, próximo ao Palco Tribos, tínhamos a feira mix, com diversos produtos artesanais, uma lojinha exclusiva da Parvati Rec, uma super praça de alimentação e um bar exclusivo!

LOCAL

Consolidada por eventos que são referência mundial, a Aldeia Outro Mundo foi nossa morada durante os últimos dias de 2021 e os primeiros de 2022. Escolhida para ser a nova casa do Adhana Festival, a Aldeia deu show de estrutura! Um local de fácil acesso, conta com uma estrutura gigantesca, extremamente bem cuidada e cercada de natureza – é perceptível, em cada detalhe, o amor que Defo e sua equipe colocam em cada canto do espaço, que além de tudo, possui uma ampla área de recuperação ambiental, cuidada e zelada pela equipe.

Passando a portaria do evento, tínhamos o camping, que era próximo aos chuveiros e aos banheiros de alvenaria, que ficavam bem ao lado da Praça de Alimentação e do Palco Tribos. A pista principal do evento ficava a cerca de 7min de caminhada do camping, o que nos proporcionou ótimas noites de sono – tendo em vista que das barracas não dava para ouvir absolutamente nada do som do Mainfloor.

Além de toda a estrutura da Aldeia, o local também conta com um restaurante de puro requinte: o D’Aldeia Forneria, que permaneceu aberto todos os dias do evento, com um cardápio de dar água na boca, cheio de opções incríveis e sofisticadas – sem contar a beleza do local, que fica em frente ao lago da Aldeia – uma vista e energia incríveis – que inclusive, ficava do ladinho da Tenda da Cura – imagina a vibe do lugar?!

EQUIPE

A equipe do evento nos surpreendeu! Desde os colaboradores que estavam na portaria, os da limpeza, da área de alimentação, bares, bombeiros, seguranças – todos extremamente profissionais, atenciosos e educados – nos oferecendo um atendimento excelente e com muita simpatia em todos os momentos.

A equipe de limpeza arrebentou! Os banheiros eram constantemente limpos, assim como as mesas da praça de alimentação. E o público também tem seu mérito – todos (ou quase todos) jogando seus lixos no lixo e mantendo a organização em dia – sabemos que parece óbvio, mas vocês sabem como é, né?!

Nos sentimos super acolhidos! Foi lindo de ver!

LINE UP

Com um Line-up de mais de 200 artistas do mundo todo, os DJs e bandas fizeram história nas 3 pistas do Adhana!

PALCO TRIBOS

A pista alternativa do evento, hora de dança, hora de auto reflexão – mas sempre de conexões profundas com a música, a natureza, o universo e os amigos que não víamos a tanto tempo – alguns que se viram pela primeira vez depois de se conectarem pela internet – nessa pista rolou encontros, reencontros, trocas e conversas. Em meio à sons diferenciados, horizontes foram expandidos e os ancestrais, reverenciados.

Bandas se apresentaram, DJs se libertaram, do tribal ao experimental – ali era uma dimensão multi cultural, ou seria uma cultura multidimensional? Ponto de encontro oficial, promoveu muita expansão mental.

Em certos momentos, era perfeito para um descanso. Guiados por músicas introspectivas, adentrávamos no balanço, que aos poucos nos preparava para a imensidão que nos aguardava. E de repente, da introspecção à euforia, nos víamos dançando. Sons experimentais captando seres que estavam experimentando.

O primeiro palco a abrir e o último a parar. Foi essencial sua existência. Bandas de Reggae, DJs, Rock Psicodélico, Músicas Xamânicas, Rezos – transições entre estilos, que mostraram o verdadeiro poder que a música tem, de unir e transformar em um, o todo que existe dentro de nós. Ficou curioso para saber quem se apresentou neste palco? Clique aqui e confira.

PALCO UBUNTU

Palco para adentrar em novas perspectivas de mundo. Diversos artistas que trouxeram linhas de som diferenciadas, transitando entre vertentes do techno e house, contando histórias incríveis através de longas viagens pelas ruas do underground.

De bruxaria à elementos naturais, das profundezas à linhas mais superficiais, o Ubuntu foi palco da dança interior. A cada DJ, uma atmosfera diferente, a cada batida, novas ideias e sentimentos aflorados.

É incrível perceber o quanto cada individuo é capaz de transmitir sentimentos semelhantes de formas diferentes. Visões de mundo parecidas que oferecem significados distintos e se conectam com o todo. Uma apresentação mais imersiva que a outra – confira aqui o line-up completo do Palco Ubuntu.

SAVANAH MAINFLOOR

O que dizer sobre o coração pulsante do evento?! Me encontro sem palavras para expressar tamanha grandeza que foi cada detalhe dessa experiência no Savanah Mainfloor. O sistema de som Pure Groove deu vida ao line-up impecável, que transitou entre todas as vertentes do Psytrance, do antigo ao novo.

A construção toda do line-up foi pensada para garantir uma experiência multi-sensorial em conjunto com o palco e projeções. A progressão entre os DJs foi uma das melhores que já presenciamos, do início ao fim.

Vivemos sequências que arrancaram sorrisos e abraços – a emoção ficou à flor da pele. Jamais esqueceremos da sensação de arrepio subindo pelo corpo, com todos em sintonia, vibrando na mesma frequência. Em uma única dança de união cósmica, nos tornamos UM.

Precisamos exaltar as 5 horas do set do Captain Hook. Até hoje, uma das coisas mais lindas e surpreendentes que já presenciamos. O artista voltou ao Brasil para o Adhana, após 2 anos e entregou tudo que podia nesse set, que foi construído de maneira ímpar. Transitando por diversas nuances do psytrance, foi a primeira vez que o artista tocou por tanto tempo seguido em toda sua carreira (tirando o Burning Man) e podemos dizer que foi uma das experiências mais extraordinárias que já vivemos. Éramos todos parte de um só movimento. Mente, corpo e alma conectados pela música. Foi lindo! 😉

No Diário da Rave completo, você pode ver os detalhes de todas as apresentações do Savanah Mainfloor que acompanhamos. Clique aqui e leia.

INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

Rituais de fogo, personagens elementais, apresentações de dança e muita acrobacia – um show de artes cênicas jamais visto na história do Adhana.

Com cerca de 11 artistas cênicos, as intervenções desta edição nos deixaram de queixo caído com tamanha qualidade e sinergia com o evento. De bolhas de sabão à rituais ancestrais com (muito) fogo, os artistas roubaram a cena e se entregaram de corpo e alma ao conectar-se com a galera de maneira profunda, ganhando olhares de atenção e sorrisos de emoção.

Foi incrível. Obrigado, Adhana!

TENDA DA CURA

Quem passou pela Tenda da Cura não vai nos deixar mentir: que energia incrível aquele lugar nos proporcionou! Que o Adhana Festival é muito mais que um festival de arte e cultura, já sabíamos! Mas depois de participar das vivências na Tenda da Cura, tivemos ainda mais a certeza do poder transformador dessa experiência.

O Festival por si só, já carrega essa força transformadora que nos faz olhar para dentro e desapegar de diversos padrões que são impostos através das bolhas sociais às quais vivemos. A Tenda da Cura foi essencial para integrar todos esses insights e nos fazer enxergar melhor essas situações que podem estar na nossa frente, mas não queremos olhar.

O conjunto Arte e Cura nasceu para estar junto. A arte é a cura do artista, a música é a cura do músico/dj e a união entre os dois mundos, é na verdade o encontro com a essência, que pode ser enxergado através de uma pintura, ou ouvido através de uma música. Arte Cura. A cura é arte.

A Tenda da Cura nos presenteou com vivências enriquecedoras: de Rituais com Medicinas da Floresta (cacau) à Palestras sobre diversos temas relacionados à espiritualidade e saúde mental e até mesmo Meditações Guiadas, Yoga e Reiki em grupo. Lá era o lugar perfeito para conectar-se consigo mesmo e com o universo.

A sensação era de estar em casa, conectados com a mais pura essência do nosso ser interior.

GALERIA DE ARTE

A Galeria de Arte Visionariom foi responsável pela construção da Galeria de Arte do Adhana. Lá nós pudemos contemplar obras de artistas visuais talentosíssimos, que expressam de maneira muito profunda suas visões de mundo e experiências físicas e espirituais.

Os artistas expositores foram: Rafael Prado, Marcello Lopes, Wagner Roza, Paulo Henrique, Ganjja Pessoa, Iranubs, Juan Maikan, Jessyca Yen, Mikhael Raio Solar, Talia Maçaira e Guilherme Teixeira.

Além das exposições, rolou palestra, oficina, roda de conversa, live painting, exibição de filmes ligados à cultura psicodélica e muitas atividades que proporcionaram intensa conexão com o artista interior dentro de cada um de nós.

A Galeria de Arte Visionária funcionou 24 horas por dia. Durante a noite rolava um cineminha psicodélico e durante o dia, as oficinas e atividades. Sem contar que alguns artistas realizaram Live Painting (pintura ao vivo) lá no Savanah Mainfloor, como por exemplo a artista brasileira Tália Maçaira, que também foi responsável por diversas atividades na Galeria.

TOCA DOS LEÕES

A criançada aproveitou – e muito – esse festival! A Toca dos Leões garantiu diversas atividades para os pequenos, entre elas brincadeiras, oficinas, recreações, sessões de cinema, experimentações e até mesmo um show exclusivo no Palco Tribos, da banda Reggae Little Lions.

Além disso, os Papais e Mamães também puderam participar de rodas de conversa, palestras e trocas de experiências que sem dúvidas vão agregar muito na construção dessa arte que é ser mãe/pai.

AÇÃO SOLIDÁRIA

O auxilio ao próximo sempre esteve presente nas edições anteriores do Adhana e nessa não poderia ser diferente. Ao entrar no evento, todos os participantes doaram 2kg de alimentos, que serão destinados às famílias carentes da cidade de Lagoinha, cede da Aldeia Outro Mundo, ou R$10,00 que serão doados à instituições da região da crew.

Sem dúvidas foi uma daquelas experiências que viram algumas chaves na vida, sabe?!

O Adhana Festival e a Aldeia Outro Mundo deram um show de organização e qualidade. Um desafio e tanto, com um toque de coragem digamos, afinal entregar um evento com essa proporção em meio a todas as adversidades que o mundo está passando foi realmente corajoso e nós ficamos muito honrados em fazer parte novamente desse evento tão grandioso e significativo.

Não vemos a hora de estar juntos novamente na próxima edição!

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