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Enciclopédia do Psytrance – Players #07: Britt Rodrigues

Uma visão sobre o futuro dos pequenos e médios players do cenário trance nacional!

No Enciclopédia do Psytrance de hoje, conversei com mais uma mulher incrível que atua dentro da cena trance, convidamos a Britt Rodrigues, 28, pra nos contar um pouco sobre o agenciamento de carreiras, seu trabalho de mentoria com pequenos e médios produtores do mercado e como ela olha pro desenvolvimento desses artistas de menor porte após a pandemia de covid-19. 

Além de agenciar grandes nomes do mercado do trance nacional pela grande BR Bookings e organizar a gigante Moving Festival, lançou no mercado e trabalhou diretamente na carreira de Rowdy (artista em ascensão, agora na Season Bookings).

A booker nos conta que seu caminho na cena trance começou há 6 anos atuando na promotoria de alguns eventos, logo após foi convidada pela produção da Moving Festival para fazer parte da organização, em paralelo a isso passou a fazer a gestão da carreira da produtora Rowdy e em 2018 lançou a sua própria agência, BR Bookings. Britt também atua mentorando djs de pequeno e médio porte, auxiliando a se tornarem mais profissionais enquanto artistas, mostrando como desenvolver um marketing sólido para o projeto e como se portar diante da cena eletrônica e dos contratantes.

Trocamos uma ideia com a Britt para entender de onde veio esse desejo de mentorar pequenos e médios produtores, “Sempre senti a galera extremamente perdida em relação a sua carreira, com medos e sempre muito ansiosos, fazendo-os cometer erros que afetariam toda a cadeia de profissionais. A ideia era fazer a diferença, buscar lapidar quem estava entregue de alma e coração, quem de fato estava ali por um propósito maior, e não apenas se aventurando.” Nos conta.

É incontestável que esse hiato de dois anos na cena trance serviram de muito aprendizado para quem soube absorver, além de grandes nomes da cena como Aura Vortex, Burn in Noise e Gottinari lançando suas mentorias e workshops de produção musical, houveram inúmeras oportunidades de cursos e mentorias voltados para desenvolvimento de carreira também, uma dessas mentorias é a da Britt, ela nos conta como foi atuar nesse ramo da cena e já deixa uma dica pra próxima geração: “Muitos artistas se destacaram na pandemia, conciliaram trabalhos paralelos com seu projeto e estão alcançando conquistas significativas. Eu sinto ainda que falta conexão entre artista e público, muitos ainda não encontraram seu lugar na cena, o seu papel. Tudo muitas vezes parece raso demais, é necessário uma auto análise e poder transmitir através da sua arte a sua verdade. Se eu puder dar um conselho, abusem das redes sociais, elas são a primeira e mais íntima ponte entre você e seu público. Saiba usar com consciência e expertise!” 

Sempre atuando “por trás da tenda” ficamos curiosos a respeito das novas aventuras de Britt por trás dos decks,  atuando hoje em dois projetos um ao lado de Rowdy no low bpm, o Amanitas e um projeto solo. Perguntamos a Britt o que a levou a criar os projetos e seguir carreira como djane “Muita influência da Rowdy, sem dúvidas! Inclusive ela me ensinou a mixar. A pandemia me trouxe muitas viradas de chave, e isso despertou uma chama curiosa dentro de mim. Eu nunca imaginei que tocaria um dia, ainda mais algo fora do psytrance. Não consigo me imaginar mixando outra coisa sem ser tech house, progressive house, techno… Eu estou amando!” Nos conta empolgada.

Aproveitamos a experiência da Britt como booker para trocarmos uma ideia sobre como ela olha pra valorização dos produtores nacionais e a importação dos internacionais nesse cenário pós-covid, 

“Eu cheguei a acreditar (na valorização do cenário nacional), porém vendo os line ups que estão se formando percebo que a realidade nacional só vai mudar quando o público enxergar os nossos daqui com grandeza. Possuímos artistas muitas e muitas vezes de qualidade superior aos de fora. 

O público nos exige isso! (a contratação de artistas internacionais). Mas sinto que na cena psytrance estão se intensificando as forças nacionais, os artistas estão gradativamente tomando mais espaços antes ocupados pelos gringos. Então talvez seja questão de tempo que essa realidade se inverta.”

Para finalizar aproveitamos o embalo para extrair aquela diquinha de ouro haha O que o pequeno e médio produtor deve ter para ser notado pela BR bookings? “QUERER fazer acontecer! Estar entregue 100% de corpo e alma! Para um produtor ou produtora mediana, existem cursos e estudos. Se a pinta não tem uma boa desenvoltura como artista, também tem cursos de teatro pra ficar menos tímido, tem cursos pra redes sociais pra aprender a usar com mais excelência. Agora pra viver e fazer acontecer teu sonho, é ele por ele mesmo. Gosto de trabalhar com pessoas de confiança, que eu conheço, que sejam fiéis ao seu sonho.”

Você, produtor e público, já conhecia o trabalho da Britt? Conta pra gente lá no insta @hi.bpm

E aproveita pra seguir a Britt nas redes sociais: @britt.rodrigues

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