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Reflexão: De volta às raízes do Psytrance

Corpos nus ao sol, todos dançando ao ritmo da música, liberdade! E foi assim que o trance surgiu nas belíssimas praias de Goa, na Índia. No começo, era um lugar para os jovens fugirem do sistema – esse que foi muito bem descrito nas versões de Another Brick the Wall do Pink Floyd – guerras, revolta contra o autoritarismo querendo controlar tudo e a todos. Uma cultura dominada pelos ideais hippies de liberdade, respeito, união, paz, amor e resistência, afinal todos eram considerados loucos por não seguir o modelo imposto de família perfeita. 

A Origem do Goa Trance e Outras Curiosidades da Música Eletrônica

A primeira festa foi feita lá por 1983-84 e o trance era chamado de Techno Music, por conta de que a música era feita usando sintetizadores e computadores e que depois foi evoluindo para o trance que conhecemos hoje. O primeiro EP lançado foi em 1993, de Goa Trance (sim, o goa é o pai de toda a cultura que conhecemos hoje) por meio do projeto Goahead. Nesse mesmo período também foi criado o DarkPsy (você pode conferir a matéria sobre o DarkPsy completa clicando aqui) com o intuito de viajar pelo lado mais sombrio que a música eletrônica podia proporcionar.

Mesmo não importunando ninguém, sem violência, o trance é uma cultura marginalizada (até hoje). E é claro, as mãos do governo chegaram nas praias de Goa e junto com isso veio uma política forte contra as festas que passaram a ser controladas, guerra contra as drogas, dinheiro envolvido e o lindo conto de fadas que foi criado ruiu. Mas é óbvio que as batidas repetitivas com estranhos efeitos psicodélicos já tinha se difundido pela Europa – nas belas praias de Ibiza durante o verão – o trance resiste!

O trance raiz não é só ficar doidão, os seus princípios eram baseados no movimento hippie, então é um estilo de vida que é para você abrir totalmente a sua mente, se conhecer melhor e lutar contra o que o sistema prega. Infelizmente, nossa cultura foi muito deturpada, temos inúmeras festas que não pensam no público e o próprio público que não tem respeito por si mesmo e pelos outros. Porém, o trance raiz sempre resiste, tentando praticar o bem sendo com doação de alimentos, arrecadar dinheiro para alguma ONG, incluindo grupos que normalmente são marginalizados pela sociedade (movimento LGBT, portadores de necessidades especiais, entre outros) ou até mesmo proporcionando um espaço para eu, você, todos, relaxarem e esquecerem um pouco do inferno que é a sociedade. Mesmo com tanta coisa boa, grande parte das pessoas só se lembram das drogas, e que é um motivo “plausível” (plausível entre aspas porque é uma guerra perdida) para querer acabar com tudo.

Querido público, querendo ou não, as grandes festas/festivais ainda ocorrem porque ninguém decidiu acabar com elas. A partir do momento em que algum governo decidir que não deve ter mais festas, o nosso querido mainstream vai acabar e só teremos o underground  para salvar as nossas almas ávidas pela música. O trance é uma cultura marginalizada e cabe a nós, tranceiros, sempre lutarmos para mantermos ele vivo, principalmente no âmbito que pode mudar totalmente cada partezinha da nossa vida, que é o meio político. Independente do que aconteça, sempre seremos resistência.

Fonte: Mushroom Magazine

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