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Como o LSD influenciou o mundo na evolução da consciência

Sintetizado sem querer no ano de 1943 pelo químico suiço Albert Hoffman, que na verdade buscava um estimulante para circulação sanguínea quando descobriu o famoso ácido lisérgico, não foram porém, as propriedades medicinais e, sim, os efeitos alucinógenos que transformaram o LSD numa das colunas do movimento hippie dos anos 60, quando foi criminalizado. Mas até a sua criminalização a substância não ficou restrita à medicina e à ciência, influenciando movimentos artísticos, políticos e culturais, onde a cultura pop foi imensamente influenciada pelo LSD desde o universo cinematográfico com filmes como Medo e Delírio em Las Vegas e Viagem Alucinante e o cenário musical com os Beatles por exemplo, no qual podemos citar o disco Revolver, de 1966 que chegou a ficar conhecido como “o álbum ácido” já que as experiências com o alucinógeno foram tema de várias faixas do mesmo. Suspeita-se em meio aos fãs que o título da canção Lucy in the Sky with Diamonds, de 1967, seja uma referência ao LSD, mesmo a banda tendo negado várias vezes esta relação.

Mas como andam os estudos sobre o LSD hoje em dia? 

Em entrevista à BBC no ano de 2019 o jornalista americano Michael Pollan conta que começou a investigar o “renascimento” das substâncias alucinógenas na medicina e essa experiência acabou lhe rendendo o livro Como mudar sua mente (Editora Intrínseca) onde ele conta como essa “viagem” o levou a aprender sobre os usos médicos do LSD e da psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos alucinógenos.

Pollan lembra que foi no ano de 2010 que ficou sabendo que médicos estavam retomando ensaios clínicos iniciados nas décadas de 1950 e 1960. Depois, esses estudos seriam reprimidos pelo “pânico moral” ligado ao consumo de drogas. 

Antes de suas pesquisas, Pollan nunca havia experimentado Ácido Lisérgico tão pouco tinha qualquer interesse em drogas. No mesmo ano, o cientista Bob Jesse, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, enviou a Pollan um artigo científico com conclusões positivas sobre o uso medicinal de LSD a partir de estudos recentes.

Veja também: MDMA, o remédio do futuro?

Quando Pollan finalmente se sentiu preparado para ingerir o LSD pela primeira vez ele tinha 60 anos:

“Eu não tinha ideia que essas substâncias tinham um valor medicinal”, diz. “Todavia, estamos aprendendo quais são os efeitos das drogas psicodélicas em nosso cérebro. Mas o principal parece ser o que eles produzem na chamada rede neural padrão [um conjunto de regiões cerebrais que colaboram entre si enquanto o cérebro está em repouso]. Esse efeito afeta nossa noção de identidade.

“Os pesquisadores acreditam que, em muitos casos, nosso ego nos faz infelizes porque ele pode ser muito crítico, pode nos castigar. De certa forma, pessoas com depressão estão presas em seu senso de identidade e acabam criando muros ao redor para impedir o contato com outras pessoas”, diz Pollan.

“Os pesquisadores acreditam que, em muitos casos, nosso ego nos faz infelizes porque ele pode ser muito crítico, pode nos castigar, reduzir os efeitos do ego pode ser muito positivo para romper hábitos e mudar padrões mentais.” Conta. 

“Segundo alguns cientistas, diz Pollan, os efeitos das drogas seriam positivos para tratamentos de vícios, distúrbios alimentares e toda uma série de transtornos mentais, como ansiedade e depressão.”

Ainda não existem estudos conclusivos sobre essas teorias, por outro lado são cada vez mais numerosos os médicos e psiquiatras que apoiam os testes com psicodélicos.

Os médicos e cientistas concluíram que o LSD altera a parte do cérebro responsável pela região do ego, aquela em que reside auto reflexão e preocupações. A ressonância magnética mostra que, sob a influência de psicodélicos, esse controle do ego entra em modo off-line, permitindo que o cérebro dê espaço para conexões e percepções mais desinibidas. Ou seja: os pacientes conseguem quebrar padrões repetitivos e hábitos negativos. Assim, é possível abraçar uma perspectiva mais positiva. Quanto mais intensa é a viagem, mais duradouros são os benefícios.  

Para ler depois: 5 palcos para estimular seu sistema sensorial!

Trazendo para um contexto mais político, durante a Guerra Fria, até mesmo o serviço secreto dos EUA mostrou interesse em pesquisas sobre as propriedades do LSD (e outros alucinógenos), acreditando na possibilidade de utilizá-las em técnicas de interrogatórios ou até mesmo para ter controle sobre a psiquê de inimigos, mas isso é história pra outro momento rs. 

Para finalizar, deixamos um poema escrito por Allen Ginsenberg durante uma experiência com LSD promovida pelo departamento de pesquisas médicas da Universidade de Stanford, gravada, na qual eram mostradas gravuras, tocadas músicas, no estilo das sessões em voga nos anos 60: https://claudiowiller.wordpress.com/2013/05/24/ginsberg-e-lsd-um-poema/

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