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Você vivencia o que prega no PLUR?

PLUR é a abreviação de quatro palavras que embasam toda uma cultura. Quatro palavras que carregam muito mais que apenas significados bonitos. O PLUR é uma filosofia de vida que se estende para além das raves e festivais. Você o pratica em sua totalidade ou o PLUR só é vivido quando é conveniente?

Antes de tudo, vamos ao básico: de onde vem este conceito de PLUR?

A origem não tem uma definição clara. Há fontes que dizem que se originou no final da década de 80 e início da década de 90; outras afirmam que o termo foi criado pelo DJ americano Frank Bones, que é considerado o “pai das raves nos EUA”, que em uma de suas festas undergrounds explicou que a festa se tratava de quatro palavras:  Peace, Love, Union and Respect.

Porém, na década de 60 o movimento hippie já  levava em sua identidade o Peace and Love, e esses dois já promovem o restante, o respeito e a união. Perceba que esses valores estão conectados entre si. Um não existe sem o outro.


Agora vejamos o que significa cada um deles:

Peace

Paz. A tranquilidade interior que está dentro de cada um de nós, apesar de nem sempre sermos capazes de encontrá-la. Quando a possuímos, passamos calma e serenidade a tudo e todos que estão à nossa volta.

Love

Amor. O sentimento incondicional de afeto que sentimos por algo ou alguém. Pela lei universal da ação-reação todo amor que você dá a alguém será devolvido de alguma forma.

Union

União. Apesar de todas as nossas diferenças, todos partilhamos um conjunto comum de características: somos todos humanos, imperfeitos e dependemos uns dos outros para a nossa sobrevivência. Com paz e amor, a união permite que você se relacione com outras pessoas apesar das suas diferenças, e até mesmo se enriquecer com esta troca de experiências.

Respect

Respeito. Aqui temos que saber reconhecer e aceitar que somos diferentes, apesar do nosso conjunto comum de características. Precisamos respeitar uns aos outros, a nós mesmos ( cuidando adequadamente do nosso corpo e mente) e até mesmo ao ambiente à nossa volta. Quem respeita, ajuda quando alguém precisa, não a joga lixo no chão e zela pelo espaço à sua volta.


Com os conceitos explicados, volto com a pergunta do começo: você pratica o PLUR em sua totalidade ou ele só é vivido quando é conveniente?

Quando falamos das raves em si, estamos falando também do coletivo, de que todos estão ali como parte de um todo. Se somos parte de um todo e tudo o que prezamos é a harmonia, obviamente é necessário que todos se respeitem, além de respeitar o espaço do outro e principalmente o ambiente que os cerca. A partir daí todo o resto é construído.

E aqui entra o ponto: como nos comportamos em nossa realidade “normal”? Nos preocupamos com o outro? Com o meio ambiente? Praticamos o respeito? A paz?

Falar sobre o PLUR pode ser muito lindo na teoria mas a verdade é que não passam de significados vazios se não houver alguma atitude realmente significativa vinda de nós mesmos. Esses conceitos devem partir do interior de cada um, para que na rave a gente se junte em uma mesma energia e os mesmos propósitos. E quando falamos do interior aqui se trata de um estado de espírito, pois, você não conseguirá transmitir esses valores em sua essência se eles não são sentidos integralmente por você.


Estaria, então, escancarada a hipocrisia? Porque não adianta pregar o respeito se você tem o hábito de julgar as pessoas ao seu redor; se você não dá a mínima para o meio em que vive. Não adianta pregar a união se você vive em uma bolha ignorando as diferenças dos outros e olhando apenas para o seu umbigo. Não adianta pregar a paz se você não a vivencia em seu interior e se não se preocupa com o mundo que te cerca.

Então aí entramos em outro ponto: qual o sentido da rave para você? Apenas uma diversão? Ou um lugar para compartilharmos experiências além do entretenimento?

É certo que, olhando para o cenário atual, a falta de consciência das pessoas nos eventos mancha de certa forma tudo o que o psytrance representa, e então nos deparamos com uma cena desgastada. É muito fácil nos depararmos com brigas, empurra-empurra, chão completamente sujo, falta de respeito tanto de quem frequenta quanto de quem trabalha nesses eventos, e várias outras situações tristes.

O PLUR vai muito além do “good vibes”,  e o que vemos ali é apenas o reflexo do que as pessoas são.  Infelizmente, não são todos que possuem a consciência da responsabilidade que carregam para fazer a sua parte, assim como também não há incentivos para tal. Talvez essa seja a maior falha, e fazendo um parâmetro enquanto sociedade, pouquíssimos estão verdadeiramente preocupados com essa questão já que estão todos olhando para status, em ter mais e ser mais.

O PLUR é uma filosofia de vida porque você o vivencia em sua totalidade e transmite isso a sua volta. Vai além do egocentrismo, além da vaidade, além do egoísmo. Viver o PLUR é entender que não estamos sozinhos, somos um coletivo, mas ainda assim precisamos nutrir esses valores em nós para que todos entrem na mesma sintonia.  O materialismo nada importa aqui, mas a sua alma.

Façamos então uma verdadeira transformação interior para que a realidade do PLUR realmente tenha valor nas raves e mais pessoas se sintam acolhidas.





Referência:
Amante do Trance

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