O MELHOR DO PSYTRANCE

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Conheça melhor as vertentes noturnas do psytrance!

Muito se fala sobre a música eletrônica, mas poucas vezes as vertentes noturnas são citadas. Hoje caminharemos pelas estradas da noite, conhecendo um pouco mais sobre esses estilos. Abra a tua mente, acenda uma luz e prepare teu psicológico, pois é preciso ser forte para o que vem por aí.

Amantes do 120BPM, cuidado, pois “The night is dark and full of terrors”.

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Sabe quando aquela pessoa que não gosta de música eletrônica diz que quem gosta desse estilo musical é louco? Pois bem, assim são vistos os fãs das vertentes noturnas pelos que curtem música eletrônica. Isso se deve pelas características do som, que geralmente possuem efeitos curtos e rápidos, batidas que variam de 140 a mais de 200(+) bpm, efeitos sintetizados comuns em filmes de terror somados a amostras de sons como: gritos, risadas, sons de animais, frases macabras, rezas, etc. Atualmente, podemos definir o full on night, hi tech, darkpsy e progdark como os principais representantes da noite. E para os mais fortes, o psycore.

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Goa Gil

“No final dos anos 70, comecei a ouvir música eletrônica e encontrei aí a combinação perfeita entre ritmos tribais do passado e sons futuristas, sintetizados, quase alienígenas. A música tornou-se um ciclo completo, do tribalismo ao cibertribalismo o que traduz de forma perfeita os tempos atuais.”

 

 

FULL ON NIGHT

Uma das vertentes mais queridas e mais bem associadas à cena rave no mundo, o full on, há alguns anos atrás preenchia cerca de 90% de um line up de qualquer rave. Contudo, sua sub-vertente noturna não possui tamanha popularidade no mundo da música eletrônica “underground”. O full on night, sub-vertente que se destaca pela mistura de elementos do dark psytrance, eleva o nível da psicodelia a padrões que assustam ao primeiro contato os ouvidos não acostumados. Com um ritmo mais acelerado, poucas melodias, mas que mantém um estilo dançante da mesma forma que seu originador, o full on night geralmente é aderido a festivais e festas que buscam um público mais direcionado.

HI TECH

Na segunda década dos anos 2000 outra vertente que ganhou força, principalmente nos dias atuais:o hi tech, som que carrega consigo vários elementos do full on e alta repetição de batidas por minuto, criou uma camada de segurança para aqueles amantes do high bpm mas sem elementos sinistros do dark trance. Um kick poderoso e acelerado mantém o fluxo da dança em alta, que aos olhos desavisados, parece desconexa. Mas em perfeita sincronia com a quantidade de informações da música. 

Mas com a popularização do estilo, o hi tech foi o estilo que mais sofreu com a massificação por ser mais fácil de vender. Temos o exemplo do projeto Sajanka, onde o DJ mescla elementos do hi tech com o “balança bumbum” do progressive trance.



 

DARK PSY

Já conhecido por ser uma vertente quase que exclusivamente noturna, o dark psy pode se apresentar em algumas formas, podendo ser dançante ou não (nos casos mais pesados ou muito acelerados). Ideologicamente, demonstra o excesso de informação atual em forma de música, causando subliminarmente um lado sombrio e pesado do século XXI (vinte e um), em que a sociedade apresenta um comportamento repetitivo, consumista, consumida pela rotina e alienação. Atualmente, muitos projetos têm se caracterizado por ter um número de batidas por minuto bem elevado (acima de 150). Essa tendência apresenta uma grande propagação de sons em pequenos intervalos de tempo, como também o uso de efeitos como o de repetição ou reversão.

O Dark Psychedelic Trance é visto por alguns como uma vertente marginalizada, pouco difundida, que vive a margem do gênero musical por ter um menor número de adeptos das demais vertentes do gênero psicodélico. Porém, todas as formas de música são sagradas e o dark é capaz de induzir o ouvinte a um estado alterado que “desautomatiza” a consciência corrente. Nesses estados induzidos pelo dark, a mente consegue mais facilmente romper e desorientar o fluxo normal de pensamentos, causando confusão ao iniciante, mas calmaria ao praticante reiterado. 

O trance psicodélico noturno se divide em três sub vertentes:

Twisted 

Som groovado que apresenta efeitos rápidos e sons tecnológicos. Apesar de apresentar efeitos secos e rígidos, é o estilo mais calmo no dark. Envolve maior uso de técnicas, é mais trabalhado na estrutura de kick e bass e apresenta mais pausas. 

Forest

Você falou em psicodelia? O forest é um som altamente psicodélico, com basslines carregados, sintetizadores e samples bem “úmidos”, que lembram ou formulam barulhos de animais e fenômenos da natureza. O forest também é composto por melodias quase que ininteligíveis, de raízes psicodélicas. Mas muitos consideram o forest como uma vertente, e não uma sub-vertente do dark, já que o ritmo é carregado de pura psicodelia e nem sempre possui semblantes noturnos ou macabros. O fato do som ser altamente psicodélico e correlacionado a momentos de autoconhecimento fez com que fosse relacionado ao dark.

Weird

Diferente das outras sub-vertentes do dark, e que geralmente ficam abaixo dos 170BPM, o weird é a variação mais sombria, barulhenta, acelerada e bizarra do dark trance. As tracks geralmente são carregadas de chimbais continuos e samples aterrorizantes que podem proporcionar um som massacrante para quem não aprecia o gênero. Chegando quase a um dos gêneros mais ofensivos da música noturna, o psycore!

 

PSYCORE 

Falamos dele né? O psy ore é sem dúvida uma das vertentes mais violentas no quesito informação por minuto quando nos referimos à música eletrônica psicodélica (ainda temos a speedcore com BPM mais elevado), atingindo marcas de até 230+ batidas por minuto.  O estilo carrega muito dos efeitos do weird em nível de terrorismo, mas também possui muita influência do metal. Normalmente suas tracks são relacionadas ao satanismo, propagação de valores noturnos e trevosos. Adaptando para uma explicação mais fiel, o psycore é aquele seu amigo punk dos anos 2000 cujo rolê preferido era tomar vinho sentado num cemitério.

 

Espero que a caminhada pela noite tenha agradado e que a curiosidade pelo desconhecido e assombroso vos acompanhe. Pois a mente daquele que aprecia esse som na sua essência, converte-se em um pote vazio no qual podem acomodar-se objetos de percepção e elementos inconscientes e intuitivos da experiência que, em geral, estão reprimidos, amontoados ou bloqueados por nosso caótico e incessante fluxo de pensamentos desorganizados. Se auto conheça, transcenda, transmita e assuste-se.

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