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Abraços nas raves: uma reflexão sobre o nosso futuro

Diante de uma situação que nunca imaginaríamos viver (tão cedo), reavaliar a forma como vivemos se torna essencial para nossa sobrevivência. Hoje vamos fazer você imergir em uma realidade que talvez nunca tivesse parado para analisar de uma forma mais holística.

Holístico ou holista é um adjetivo que classifica alguma coisa relacionada com o holismo, ou seja, que procura compreender os fenômenos na sua totalidade e globalidade.

E aí, vamos falar um pouco sobre abraços?

Rejeitar uma mão estendida – sem ser rude – evitar beijar e abraçar, ou cumprimentar-se com os pés, são os novos comportamentos sociais que estão sendo adotados em vários países do mundo diante da nova pandemia de coronavírus.

 

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O abraço é um gesto que remonta ao carinho, amizade e afeto de uma pessoa para com a outra. Também é visto como um sinal de apoio, consolo, solidariedade e atenção, principalmente em situações tristes ou difíceis. Abraçar outra pessoa traz uma ligação emocional, pois sentimentos são transmitidos através dele. Além disso, um abraço é benéfico para a saúde.

Em vários lugares do mundo como na Tailândia, Índia e Japão, o cumprimento entre as pessoas não envolve contato físico. No Japão eles se curvam, na Tailândia existe o Waie e o Namastê na India.

Em cada país existe uma forma de cumprimento e demonstração de afeto, carinho e solidariedade.

O brasileiro é um povo bastante receptivo por motivos culturais e históricos. Abraços e beijos em conhecidos e estranhos fazem parte do cotidiano do brasileiro.

Na rave não poderia ser diferente, né? Um local onde o afeto é considerado primordial e praticamente inevitável, reavaliar essas situações e mudar hábitos comportamentais vai ser bastante difícil.

Sim, estamos em um período de mudanças, e infelizmente os abraços, aos poucos, serão cada vez menos frequentes entre a gente. Não como uma regra imposta, mas como uma forma de se proteger, afinal, todo cuidado é pouco!

 

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Precisaremos nos policiar, e muito, pois enquanto essa situação não for controlada (e acreditamos que irá demorar), estaremos super vulneráveis. É o início de uma nova era. A forma como nos comunicamos, trocamos afeto, vivemos nosso dia a dia, tudo está passando por mudanças.

Em toda a história, talvez nossa geração, pela quantidade de pessoas, seja a que mais vai sofrer com as adaptações bruscas.

O Psytrance já tem essa cultura de afeto há muito tempo. As raves e festivais são locais multiculturais onde as tribos de amigos se encontram uma vez ou outra e passam muito tempo sem ver o outro.

Quem já foi no Universo Paralello sabe do que estamos falando!

Quantas pessoas você conheceu lá que são de outros estados (e até países) e só viu novamente muito tempo depois? Muitos a gente nunca mais vê, né? E quando existe esse reencontro, ele sempre vem carregado de abraços.

Agora que você já sabe um pouco sobre como outras culturas se cumprimentam durante séculos, que tal refletir sobre as novas formas de demonstração de afeto?

Um abraço sincero, um beijo no rosto e apertos de mãos são muito especiais para nós. Daqui em diante teremos a missão de sermos criativos para poder nos comunicar melhor e entender o que se passa com o próximo. Estamos falando de coletividade, de união, de afeto.

Uma sugestão seria nos aproximar mais dos nossos amigos em questões sentimentais. O que será que ele está sentindo? Será que precisa de ajuda? Está em uma boa fase da vida?

Como poderemos demonstrar o mesmo sentimento de um abraço sem dar um abraço?

Iremos usar o ‘’namastê’’ para cumprimentar alguém, mandar uma mensagem para saber se está tudo bem numa terça-feira à noite ou apenas estar por perto?

Este é o ponto chave para nos fazer refletir sobre nosso papel na vida das pessoas ao nosso redor e em como iremos continuar nossa linguagem de comunicação afetiva sem ter contatos físicos.

O que vivemos foi incrível e o que iremos viver pode ser diferente, mas também pode ser tão intenso quanto os abraços não dados.

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