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Mulheres do Psytrance: #5 Destaques no Empreendedorismo

Chegamos a nossa quinta matéria da série “Mulheres do Psytrance”. Apresentamos para você, ao longo da semana, várias mulheres de garra que não mediram esforços e foram em busca de seus sonhos. Já falamos das Produtoras de Eventos, Fotógrafas, Intervencionistas, Produtoras Artísticas e hoje vamos abordar as divas Empreendedoras.

Engana-se quem acha que as mulheres também não tomam a frente do seu próprio negócio na cena trance. Você provavelmente já deve ter visto os famosos stands de “lojinhas” nas raves ou festivais por aí. Normalmente os eventos reservam um espaço só para exposição de artigos para venda, onde os empreendedores instalam sua loja e vendem os seus produtos.

Trouxemos hoje duas manas que tem se destacado quando o assunto é empreender. Nossas convidadas tem levado suas marcas para dentro de muitos rolês por aí. Falamos com a Natalia Paula, proprietária da Just Go Store, e com a Thalita Martini da Sarabi Store, Sarabi Food e Bambo Arte. Elas abriram o jogo e falaram sobre as dificuldades, preconceito, assédio, e tem presentinho da Just Go Store para os nossos leitores.

Confira!


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Natalia Paula

Natalia Paula, 29 anos, formada em Designer Gráfico, e proprietária da Just Go Store. A nossa musa também é fotógrafa e responsável pelo coletivo Crew Beats Art. Sua história com a música eletrônica teve início em 2015 com a Tomorrowland “Na época eu trabalhava como fotógrafa, mas só fazia formatura, aniversários, casamentos, etc, eu também era designer em loja de estampas de camisetas, foi onde eu conheci o Rodrigo Lacerda (sócio Beats Art), ele era meu cliente na loja. Eu fazia camisetas para os projetos dele, e então no final de 2017 ele estava pra lançar a Divino Trance #1. Além de fazer as camisetas da festa eu pedi uma oportunidade para entrar no coletivo fotográfico, eu curti bastante a ideia de estar no meio trance então comecei a frequentar muito mais festas fotografando, nesse meio do caminho, ainda trabalhando com designer de estampas, eu tive a ideia de criar uma marca de camisetas, que não era só para a galera sair usando, mas também personalizar camisetas para festas em geral, então foi o meio que eu consegui de juntar as duas profissões que eu gosto com o meu gosto por música eletrônica. Hoje, além de ter a Just Go Store, eu também sou fotógrafa da Sigma F Fotografia, e responsável pelo Coletivo da Crew Beats Art.”

A paulistana conta com a ajuda de seu sócio David de Paula e sua companheira, Mayara Nunes, que é quem cuida do marketing e organização do stand, além do apoio de amigos próximos “Eu tenho a sorte de ter por perto uma galera que me apoia em todos os meus projetos, eles sempre me ajudam com fotos, divulgações, e etc, e isso é muito gratificante para mim, saber que eu tenho tanta gente por perto sem maldade ou só por interesse. Eu sempre brinco com eles que se você é meu amigo e nunca divulgou a Just Go então você está sendo meu amigo errado rs”.

Natalia nos contou a origem da ideia do nome de sua marca e também revelou que inicialmente foi difícil conciliar sua carreira na fotografia com seu negócio “O nome Just Go veio exatamente dessa minha vida aventureira de rolê, Just GoApenas Vá’ e Just LiveApenas Viva’ sempre fizeram parte da minha vida, até que um dia eu estava pensando no nome para a marca e na hora veio na cabeça JUST GO STORE. Comecei com o projeto no começo de 2016 mas por estar bem focada em crescer na fotografia e ser somente eu para cuidar da marca, criação, loja online, artes, entregas, etc, não consegui trabalhar nos dois projetos juntos, por ainda trabalhar fixo em outra loja, então dei uma parada na metade de 2017, e voltei com tudo com o projeto em abril de 2018, com uma estrutura muito maior, e com a entrada do meu sócio e irmão, David de Paula, que me ajudou a tirar muito mais ideias do papel e investiu nesse projeto, e também minha namorada Mayara Nunes”.

O stand da Just Go Store já esteve presente em vários eventos de São Paulo, entre eles, Spirit Of London, Zimmo #3, Lirio #3, Divino Trance #4 e Festival Mundo Psicodélico “Em 2020 pretendemos expor nossa marca em muito mais festas. Eu não costumo esperar convites, eu sempre tento procurar a organização da festa para poder apresentar o projeto da Just Go”.

Reprodução: Sigma F

Ela revela que se adaptou bem com a ideia de empreender dentro do cenário Psytrance ”Esse desafio foi bem tranquilo, por já estar nesse meio com a fotografia a inserção da Just Go foi bem mais fácil. Muita gente me conhece por ‘a menina que faz as camisetas e bandeiras’ rs, não ligo, quero mesmo que me conheçam assim, quanto mais gente souber disso e tiver meu Whats melhor rs”.


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Nossa diva afirma que já sofreu preconceito por ser mulher “É difícil as pessoas sentirem confiança em poder dar oportunidade de apresentar a marca por ser mulher, mais a maior dificuldade ainda é na fotografia, às vezes tem Roud de DJ que manda eu descer do palco, e deixa outros ‘fotógrafos homens’ lá, e eu acho isso um absurdo e desnecessário, acho que todos deveriam ter seu espaço, mas o machismo ainda reina na cena trance”. E completa “Já recebi muito não na minha marca por ser nova no negócio e por ser mulher, é difícil você ter a oportunidade, por exemplo, de expor um stand em outra crew, você só consegue entrar por indicação de alguém, e mesmo assim ainda é muito difícil.”

Natália diz que nunca passou por situações de assédios, mas acredita que isso é uma realidade na cena “Já soube de alguns casos, e realmente existe e existe muito esse tipo de assédio, principalmente dono de festa que convida garotas para trabalhar nos eventos com segundas intenções, mas não é só na cena que mulheres sofrem esse tipo de assédio”.

Quando perguntamos sobre a diferença de empreendedoras para empreendedores homens, Natalia é bem clara “De maneira geral homens e mulheres são parecidos, mas, as mulheres acreditam que boa parte do sucesso alcançado é resultado das lições aprendidas durante os fracassos. Tendem a não desistir tão fácil quando algo dá errado, na minha opinião acho que tem essa diferença”.

A diva finaliza deixando um recado para as mulheres que também sonham em serem donas do seu próprio negócio “Não desistir, porque a vida vai dar muita paulada ainda, mas tem que ser forte, mulher não desiste fácil não #Girlpower”.

“Sempre tem espaço para todos, o que não pode ter é mulher desistindo por levar não, tem que ser forte e enfrentar de frente os desafios”

Para entrar em contato com a Just Go Store é só acessar o site ou as redes sociais da marca. A Just Go faz produtos personalizados para a sua festa e projetos também- Instagram: @justgostore; Facebook: Just Go Store; Site: www.justgostore.com.br

A Natalia deixou de brinde, para quem ler a matéria, um cupom exclusivo de 10% de desconto em todo site. Código: HIBPM


Thalita Martini

Thalita Martini é de Sorocaba (SP), tem 25 anos e começou a frequentar a cena em 2017. Ela afirma que nunca havia se interessado pelo estilo antes, mas após ir na primeira festa sentiu-se acolhida e descobriu seu amor pela cena “Antes eu nunca tinha me interessado por qualquer tipo de música eletrônica. Fui com um convite de um amigo, minha primeira festa foi a Native 2017. O que me fez trocar qualquer outro tipo de festa pela cena trance, foi a sensação de liberdade de poder ser quem eu sou, sem preocupação com a roupa que estou me vestindo ou a forma com que estou dançando, isso sem dúvidas foi o maior atrativo pra mim, além da solidariedade entre as pessoas, o sorriso fácil de todo mundo. A minha primeira festa foi como uma libertação, me lembrou de como eu podia me sentir feliz comigo mesma, já que eu vivia uma época bem conturbada”.

Thalita é dona da marca Sarabi Store, que é uma loja multimarcas, onde vende produtos de diversas festas da região de São Paulo, roupas e acessórios comuns da cena, além das camisetas e quadros decorativos produzidos à mão por ela. Ela explica que Sarabi é uma homenagem a mãe do rei leão “uma leoa que passa serenidade e lealdade”. A marca existe há dois anos “A Sarabi Store surgiu em janeiro de 2018 e estreei na feira mix da Gayatri 2018. Surgiu com a vontade de poder dar continuidade com o meu último emprego na área de vendas que eu gosto muito, e era um sonho ter algo meu, uni o útil ao agradável! Tive apoio do meu namorado que me cedeu os primeiros produtos da Aslam e Yanomami para começar numa coisa que era nova na cena”

Reprodução: Sigma F

A diva também é sócia da Sarabi Food “A Sarabi Food foi negócio que começou bem pequenininho, numa PVT chamada Mystical Tribe, junto com a minha amiga Bianca. Começamos vendendo só salgado na praça de alimentação e fomos crescendo e focando pro lado do café da manhã e lanches naturais, pão com carne moída com ‘tempero de mãe’ hahah. Hoje em dia, eu trabalho com o stand de alimentação só nas festas que acontecem na Fazenda Meia Lua, em Itirapina.”


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As amigas também tem uma uma empresa de decoração, a Bambo Arte, onde produzem placas informativas e decorativas, time line, mas o foco são as fitas neon e bambolês “A Bambo Arte é minha e da minha parceira Bianca. Nós duas trabalhamos juntas fazendo alimentação na montagens de alguns eventos, e entre uma refeição e outra aproveitávamos pra fazer umas plaquinhas de decoração, uns negocinhos aqui e ali e quando vimos tínhamos muito material e ideias que começamos a colocar em prática, graças a abertura da crew da Yanomami! A gente brinca que somos ‘personal detalhes’ kkkk, gostamos de fazer as coisas decorarem o evento, além da sua funcionalidade. Lixeiras, bituqueiras, bancos, onde tem espaço a gente gosta de por uma gracinha”.

A jovem já levou suas marcas para grandes eventos do cenário Psytrance, como Yanomami, Flor da Vida, Árvore da Vida, E-Trip, Trance Life, Farofa Trance, Nomad, Shiva Shankar, Soonora, entre outros ” Sou muito grata pelas oportunidades. Por trabalhar no meio, eu sinto até falta da Sarabi quando eu vou no rolê pra curtir kkkk”.

Ela conta que no inicio foi conturbado para conquistar o seu espaço “Olha, desde o começo foi bem difícil não só por ser mulher, mas por ter entrado na cena graças a oportunidade que o meu namorado me deu. Eu sempre busquei mostrar que pra mim não era só mais um trabalho por conveniência, foi algo que eu me encontrei e amo fazer. Sempre que eu falava da loja, alguém apontava como sendo dele e não minha. Foi difícil fazer as pessoas saberem diferenciar e acho que até agora algumas confundem, mas tudo bem”.

A paulista confessa que já sofreu assédio, mas sabe contornar bem esse tipo de situação “Siiim, mas eu sou bem treinada já com essas coisas, não abaixo a cabeça não e acho que nem devemos. A gente pode tremer de raiva e chorar quanto quiser depois, mas na hora temos que nos posicionar e falar alto se for preciso! Eu não admito e não me conformo, nem quando é comigo ou com outra mulher que não conheço”.


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Perguntamos para Thalita se ela acredita que exista intolerância com as mulheres no meio do empreendedorismo, e ela responde “Acho que tem uma certa resistência de alguns em admitir que você ali, mulher, toda arrumada, com glitter na cara possa ser a chefe de algo. Mas eu tenho muitos homens me apoiando também, que me acompanharam desde o começo e viram que eu entrei de cabeça pra fazer dar certo. Meus amigos, os meninos das montagens que depois que viram que eu gosto mesmo de estar ali sempre me dão ouvidos e se interessam pelas minhas ideias, meu namorado principalmente”.

A diva revela que ama o que faz e que se inspirou em grandes mulheres da cena para alcançar seus objetivos “Eu me sinto completa, realizando algo que eu realmente gosto em todas essas funções dentro da cena trance. Fui me encaixando, ali e aqui, onde eu me sentiria útil e onde eu via que precisava de um toque feminino, sinto muito amor pelo que eu faço. Minha inspiração foi a Inê Goa, pela sua postura e dedicação, e a diferença que uma presença feminina faz num evento! E na Gabriela Valadao da Elemento Terra, que faz tudo pensando nos mínimos detalhes, que busca ser autêntica em tudo”. E afirma “Eu tenho o melhor emprego do mundo”

“Pensamos não só na estética mas na qualidade e praticidade. Você vê de longe quando tem dedo feminino no negócio”

Thalita também deixou um recado para as mulheres que querem empreender na cena “Se eu pudesse voltar e dizer algo pra Thalita que começou, era pra não baixar a cabeça e meter a cara mesmo, e esse é meu conselho para as mulheres que pensam em ter seu próprio negócio. Vão duvidar, vão achar que é um capricho passageiro, mas se tiver persistência e amor pelo que se faz, uma hora as pessoas serão obrigadas a admitir que deu certo. Eles que lutem kkkkk”.

Para entrar em contato com a Sarabi Store é só acessar o Facebook da marca: Sarabi Store. A Sarabi Store faz a venda dos produtos oficiais de qualquer evento, além das vendas online, e também levam para outras feiras mix. O site estará no ar em breve, com todos os produtos e agenda de eventos.

Para entrar em contato com a Bambo Arte, bastar acessar as redes sociais da marca- Instagram: @bamboarte; Facebook: Bambo Arte


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