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Diário da Rave [COMPLETO]: Yanomami Festival

Nada melhor do que aproveitarmos desta bela quinta-feira para relembramos nossa experiência no Yanomami Festival. O evento aconteceu no município de Ilha Solteira (SP) na virada do ano e para nós, assim como para tantos outros, o Yanomami proporcionou momentos memoráveis, nos serviu de ponte para novas amizades e aprendizados que serão levados para sempre.

Tivemos a honra em prestigiar grandes nomes do Full On, do Prog Dark, do Progressive, entre outras vertentes que englobam o psytrance. Participamos de oficinas, assistimos shows, ficamos ilhados e dançamos como nunca.

Cada evento nos proporciona vivências diferentes e a forma como isso é absorvido é algo individual, a partir deste ponto é que nasce a reflexão: O rolê foi bom para você?

Bem, para nós o Yanomami foi um misto de conexões que se tornou especial a partir de então. Conhecemos pessoas do Brasil inteiro e não podemos deixar de citar o quanto a pista esteve linda durante o evento. Cheia de pessoas sorrindo, buscando aproveitar, assim como nós, aquela experiência. O contato com a natureza foi algo surreal, mudamos nossa rotina, nos adaptamos aquele ambiente, e no final sentimos saudade de tudo isso.

Vamos ao que interessa! Siga na leitura e reviva com a gente a primeira edição do Yanomami Festival que rolou do dia 27 de Dezembro ao dia 02 de Janeiro.

Foto: Indie Click

O Yanomami foi um desafio para todos nós da equipe. Vocês sabiam que a Hï BPM é composta por paulistas e mineiros? Pois é, e foi lá, na Ilha Paraíso do Sol, que tivemos a oportunidade de trabalhar todos juntinhos e nos conhecer de fato. Foram duas equipes para cobrir o evento. A primeira chegou na sexta (27), a segunda chegou no sábado (28).

Gastamos em média sete horas de viagem até o local e a sinalização na estrada de terra facilitou nossa chegada até a ilha. Tivemos sorte em nossos horários, pois não pegamos filas para entrar no evento, sem contar a simpatia com que fomos tratados pela equipe da revista. Foi uma chegada bem receptiva!

Foto: @lorrannascimento.ph

O LOCAL

O evento contou com estacionamento e era permitida a saída durante os dias de festa para aqueles que desejassem ir até a cidade. Ao entramos no festival seguimos para o camping e montamos nossas barracas próximas ao rio. Havia placas indicando os campings, isso facilitou para que não levantássemos acampamento nas áreas proibidas.

Foto: @lorrannascimento.ph

Nossa vizinhança era ótima! Sempre sai boas amizades nos campings, ainda mais se tratando de um evento de sete dias, você até sente falta quando acorda e algum vizinho não está lá para te dar aquele belo bom dia.

Fomos privilegiados pelas águas do Rio Paraná bem no nosso quintal, acordávamos olhando para ele e no final do dia éramos presenteados com o mais belo pôr-do-sol. A Ilha Paraíso fica localizada bem na divisa do estado de São Paulo com o Mato Grosso do Sul e o calor foi um dos grandes desafios para nós. Muito quente durante o dia e também à noite, por isso, nossos banhos no rio se tornaram algo sagrado.

Na realidade usávamos dessa desculpa para cair no mar de água doce durante todo o tempo. Aproveitamos muito aquela maravilha natural!

Foto: @lorrannascimento.ph

O Rio Paraná se tornou ponto de encontro para os amigos, novos e velhos, principalmente no fim da tarde. Foram incontáveis banhos no rio e inúmeras rodas de conversa na areia enquanto o sol se punha.

Inclusive, as lembranças permanecem nítidas na memoria!

Foto: @lorrannascimento.ph

A ilha possui uma ótima extensão, foi possível dividir bem os espaços. Tínhamos a praça de alimentação, que se localizava próxima à entrada do festival. Foi construído um espaço em bio construção, com mesas e cadeiras de madeira, para que as pessoas sentassem e se acomodassem para se alimentar na sombra.

Da praça de alimentação era possível descer pelo túnel e seguir até o Chill Out. O chillas ficou instalado bem próximo à prainha e por lá éramos observados pela lenda amazônica, a sereia Yara, que ficou acomodada em sua cadeira gigante na beira do rio.  Era possível escolher entre ouvir as apresentações sentados na areia, nadando no rio ou deitados nas redes.

Foto: @lorrannascimento.ph

Claro que aproveitamos todas as opções!

Foto: Indie Click

Logo a frente estava o Espaço Maturacá, onde rolavam as oficinas e várias outras atividades, como yoga, massagem relaxante, roda de rapé, roda de vivência e também reiki grupal e individual. O espaço era destinado à área de cura e nós participamos de algumas atividades que contaremos mais adiante.

O Chillas e o Espaço Maturacá ficavam bem na beira do rio, podíamos usar os espaços e logo em seguida cair na água. Tínhamos alguns chuveiros mais a frente, próximos da região dos campings. Os sanitários ficaram instalados próximos ao mainfloor. Eram conteiners, e no lado de baixo da pista ficavam os químicos.

A pista principal ficava mais a cima, um pouco distante dos demais espaços, até para que o som não interferisse nas demais atividades. Ao final da pista estava a escultura do Jacaré, local destinado à Redução de Danos, onde a galera do Preparty permanecia com sua loja e também para atender a galera.

O posto médico ficou na parte interna da ilha, perto da pista principal, entre os banheiros da área kids.

Foto: Indie Click

A ilha possui por si só uma beleza paradisíaca e a todo o momento, enquanto transitávamos pelas áreas internas, nos deparávamos com animais residentes do local. Ficamos a vontade, nos sentimos em casa, bem naquele clima tropical, com roupas de banho e chapéus. As cangas faziam parte das nossas vestimentas e por onde íamos elas estavam conosco.

O EVENTO

Bom, como falamos no inicio deste texto, cada experiência é individual e para nós o Yanomami trouxe muitos aprendizados. Festivais sempre nos trazem muitos ensinamentos, e desta vez não foi diferente.

Percebemos desde o primeiro momento que a crew buscava atender da melhor maneira o público presente naquele ambiente. A decoração foi um dos pontos fortes e estava um espetáculo para os olhos.

Foto: @carolinavelosophoto

Reparamos em detalhes, como por exemplo, as cores da pulseira que se combinava com as da tenda. Por falar em tenda, ela foi toda construída com bambu, totalmente em bio construção. Foram utilizadas cores quentes que faziam com que a pista vibrasse em meio ao clima caloroso do local. 

Foto: @lorrannascimento.ph

Outro ponto observado foi que a decoração do evento foi pensada em torno da cultura dos povos Yanomami. Por exemplo, havia dois xapiripë, que é como os Yanomamis chamam os espíritos dos animais e das plantas, essas duas representações resultaram na escultura do Jacaré, o Iwariwe que é como os indígenas o chamam, e o outro foi a escultura do espírito do Beija-Flor, o Texoriwe, além da lenda amazônica já citada, a Yara.

Foto: @carolinavelosophoto

O palco, inédito, também estava carregado de detalhes e foi criado pela equipe do Mimesis. As cores e as peças foram inspiradas na arte Yanomami. Era possível observar algumas formas, configuradas através de rostos, que se tornavam mais evidentes ainda durante a noite, através das projeções.

Foto: @danylomarttins
Foto: @lorrannascimento.ph

ÁREA DE CURA

O Espaço Maturacá foi desenvolvido para receber várias atividades, entre elas terapias holísticas e também oficinas que contribuíram para a interação da galera, além de desenvolver experiências que acontecem fora da pista de dança. Por lá participamos da abertura do espaço com uma meditação coletiva que foi regida pela egrégora do deus hindu Ganesha.

A área de cura foi guiada pelo coletivo Filhos da Terra, que ajudaram na construção manual do espaço e desenvolveram as atividades ministradas durante o evento. Fizemos massagem relaxante, yoga e participamos de rodas de conversa.

Foto: @lorrannascimento.ph

As oficinas também rolaram no Espaço Maturacá, participamos da Mandala Intuitiva Orgânica, onde em grupo montamos uma mandala no chão, usando sementes, que fez com que desenvolvêssemos nossa criatividade, além de percebemos princípios básicos de amor e respeito ao meio ambiente.

Participamos também da oficina Bombas de Semente, conduzida pela engenheira florestal Juliana. A Bomba de Semente é uma prática para restaurar a floresta. Conhecemos as sementes frutíferas e nativas que seriam utilizadas durante a atividade, entre elas a seringueira, a de Jatobá, mamão e também ipê amarelo.

Aprendemos a fazer à fertilização da terra, através do composto orgânico a base de fungos, chamado Bokashi. Após o processo de fertilização colocamos água e então botamos a mão na massa e fizemos bolinhas de terra, onde as sementes eram depositadas e em seguida arremessadas nas ilhas, para que essas sementes germinem e cresçam.

Foto: Indie Click

CHILL OUT

O chillas é um dos espaços que mais nos agrada dentro de um evento! No Chill Out do Yanomami, além de muita música boa, rolou também uma conversa guiada por Fernando Beserra e Marcelo, membros do Preparty, sobre o tema “Psicoterapia Psicodélica“. A atividade durou cerca de uma hora e foi aberta para o público esclarecer suas duvidas, direcionando perguntas enquanto ao uso de substâncias psicoativas e o risco de misturas.

Foto: @danylomarttins

Tivemos shows ao vivo que lotaram a pista do chillas! Por lá passou Ventania, que teve um atraso em sua apresentação, mas subiu ao palco e encantou o público presente.

Foto: Indie Click

Também prestigiamos o grupo de rap nacional 3030, que foi uma das apresentações mais aguardadas durante o evento e trouxeram para a ilha canções do álbum “Tropicalia”. O grupo homenageou a força feminina durante sua apresentação, além de interagir com o público e manter a pista do Chill Out lotada.

Foto: @danylomarttins
Foto: @danylomarttins

A banda Mato Seco também foi muito aguardada pelo público. Apresentaram canções que fizeram a galera cantar e se emocionar juntos, entre elas “Um Novo Lugar”, “Pedras Pesadas” e “Resistência”.

Foto: @danylomarttins

ACESSIBILIDADE

Acessibilidade para pessoas com qualquer tipo deficiência física é assunto sério dentro da cena, e a crew se preparou para receber os ravers cadeirantes. Havia um espaço de camping reservado para cadeirantes, próximo à entrada. Também existia um banheiro exclusivo para o uso de crianças, pessoas com deficiências, gestantes e idosos.

Indo em direção a praça de alimentação, nos encontramos com a Joyce, uma linda jovem paulistana e cadeirante. A moça nos contou que os acessos eram muito fáceis e toda a equipe de funcionários atuando no evento estava ajudado. Quando não tinham rampas o pessoal ajudava Joyce a se locomover até onde ela precisasse.

A dona Sandra também esteve curtindo um período de férias na ilha. Falamos com a Laís Magalhães, filha da Sandra, ela também parabenizou a equipe do posto médico, seguranças e alimentação pela atenção com a mãe. Laís nos disse que não teve problemas para transitar com a Sandra pelo festival.

Foto: Indie Click

APRESENTAÇÕES

Bom, um desafio e tanto falar dos nomes que passaram pelo Mainfloor do Yanomami Festival. Vimos apresentações que nos fizeram entender porque estávamos ali. Várias coisas aconteceram ao longo de nossa estadia pelo evento, mas o sorriso de cada um enquanto a música rolava na pista é algo que merece ser lembrado!

Vegas estreou na tarde do primeiro dia dando aula e emocionando a galera com uma introdução que disse muito e tocou os ravers de maneira profunda. Ouvimos sucessos como “Elipsy”, “Imaginarium” e “Cabrones”.

Foto: @lorrannascimento.ph

Vimos uma sequência monstra de Full On, com Burn In Noise e em seguida Avalon explodindo a pista com seu remix em parceria com Tristan, “Killerwatts”, a galera vibrou e a dança tomou conta. Ao apresentar ”Voodoo People” o público reagiu e surfou em cada melodia.

Foto: @lorrannascimento.ph

Astrix se apresentou logo após e chegou de helicóptero na ilha, após uma tentativa frustrada de pouso próximo ao mainfloor, o DJ desceu no estacionamento e mostrou que sabe muito bem o que faz no comando do palco. O artista foi um dos mais esperados do dia 30. A pista foi a loucura quando Astrix soltou o remix da trackClosed to Heaven”.

Foto: @lorrannascimento.ph

Querox veio na sequência e colocou todo mundo para dançar ao som de “Tripical Moon”, track produzida em parceria com Phaxe. Seu progressive dançante embalou a pista e ao final o alemão emocionou com remix de “Innerbloom”, de Blazy.

Foto: @lorrannascimento.ph

A Zenon Records com certeza escalou os melhores para representa-la em cima do palco. Grouch deu boas vindas a 2020 e muitas pessoas que ainda não haviam prestigiado uma apresentação do mestre teve o prazer em ouvi-lo. Logo após foi a vez de Ryanosaurus, nome muito aguardado pela galera.

Foto: @carolinavelosophoto

Nosso querido Fabio Leal mais uma vez deu aula e brincou enquanto mostrava sua habilidade no comando da CDJ. O mestre apresentou o remix de “Thousand Light Years” e a pista retribuiu permanecendo dançante até o sol nascer, amanhecendo junto com Fabio Leal.

Foto: @carolinavelosophoto 2

Vivemos situações inusitadas, passamos por momentos que serão guardados para sempre. Mas independente de tudo, buscamos absorver cada instante, aprender com cada um que esteve naquela ilha. Ouvimos muitas histórias, dançamos como se não houvesse amanhã e buscamos entender o real propósito da nossa cena.

Até a próxima Yanomami Festival!

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