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Diretamente da China, Aura Vortex fala sobre passado, presente e futuro

Não adianta. Ir na contramão dos seus sonhos dificilmente te fará feliz e realizado, tanto pessoalmente como profissionalmente. Rodolfo Tschöpe que o diga! Conhecido nas pistas do Brasil e do mundo como Aura Vortex, ele formou-se em Relações Internacionais, mas optou por ouvir seu coração, acreditou no poder da música e hoje é grato por todas as suas conquistas alcançadas até aqui.

Ele acabou de embarcar rumo à China para sua primeira tour no país asiático e aproveitou as longas horas de voo justamente para responder essa entrevista especial ao Hï BPM. Depois de cumprir sua missão do outro lado do mundo, o dono dos hits “Rampage!” e “Interlude” retorna ao Brasil em uma tour realizada pelas agências Infinite Bookings e Way2bookings, tocando dia 27 no El Fortin em Porto Belo com seus três projetos (Aura Vortex, DMS e Skylottus), além de ser atração confirmada no YANOMAMi Festival.

Segue com a gente nessa entrevista super bacana, conheça-o um pouco mais e perceba que, sim, a música não tem fronteiras e é capaz de mover montanhas.

Hï BPM: Olá, Rodolfo! Tudo bem? Obrigado por falar com a gente. Antes do Aura Vortex existir, você já estava envolvido com música? Para que lugar no tempo iremos se você for resgatar o início do seu relacionamento com ela? 

Eu gosto de música eletrônica desde meu primeiro contato com ela, quando ainda era criança, por volta dos 9 anos de idade. Escutava fitas de Eurodance que meu pai ganhou de um amigo. Minha mãe na época fazia pedagogia e, sempre que ele ia buscá-la na Universidade, eu ia junto e escutava aquelas fitas em modo repeat. Durante a  adolescência, eu e meus amigos tínhamos o costume de escutar música eletrônica jogando vídeo-game, foi ali que tive meu primeiro contato com Psy Trance.

Na época lembro que Vicious Delicious foi o que a gente passava MUITO tempo ouvindo (Salve Vini!), e com o tempo, esse gosto só foi migrando para outros gêneros; teve muito Dusty Kid, Anthony Rother, Xenia Beliayeva, Sven Vath, Gui Boratto, toda essa galera do techno. Pouco antes de entrar na faculdade, comecei a tocar nas festas em que o Henrique (Blazy) também fazia parte.

Hï BPM: E o Aura Vortex é um projeto relativamente recente, não é? De 2015, se não estou errado… o que te motivou a idealizá-lo?

Nesse período antes de entrar na faculdade, eu já tinha feito a escolha por relações internacionais, curso no qual sou formado hoje. Foi nessa época que comecei a tocar pelas festas de um coletivo de bass music que tínhamos na época, o qual o Henrique (Blazy) também fazia parte, isso no final de 2011. 

Durante todo tempo de faculdade me mantive tocando em festas pela cidade, por hobby sempre, mas nunca tinha realmente considerado a profissão de produtor. No final do curso, quando estava prestes a me formar, fui em copiadoras da cidade e vi uma capa de caderno escrito ‘Are you chasing your dreams? YOLO’. Por mais clichê que fosse, me tocou de certa maneira, fiquei pensativo durante aquela semana. Quando chegou o fim de semana, estava numa festa e liguei para minha mãe, disse que estava insatisfeito com as possibilidades que me cercavam pós-faculdade e que achava que eu talvez não seria o melhor de mim como internacionalista. 

A velha pirou, porém entendeu quando eu disse que se eu fosse me dedicar a música, eu com certeza iria tentar ser o melhor naquilo. Isso foi em dezembro, em janeiro eu lancei minha primeira música, Hall Of The Mountain King, pela Alien Records, e ali tudo começou. 

Hï BPM: Você sempre foi mais chegado nos BPMs mais altos? Quando não está tocando ou trabalhando no estúdio como Aura Vortex, o que roda nas suas playlists? Digo, o que você costuma escutar no dia a dia?

Não necessariamente, eu comecei gostando de Eurodance e Infected (gêneros que são mais acelerados nos moldes de hoje). Porém, hoje em dia eu escuto Psy Trance somente no estúdio quando estou trabalhando, raramente escuto quando estou no carro ou fazendo alguma outra coisa. 

Ouço muito rock (desde sempre também), bandas como Slipknot, Linkin Park e System of a Down são minha tríade de vida. Ultimamente eu escuto muita música experimental, downtempo, glitch e artistas como Koan Sound, Mr. Bill (o qual estou ouvindo enquanto respondo essas perguntas), Frequent, Hudson Lee… Sou muito fã de Vivaldi e Tchaikovsky também, são meus compositores preferidos, escuto desde sempre, e Inverno, das quatros estações, é uma das minhas músicas preferidas da vida, junto com Show Me How To Live, do Audioslave. 

Hï BPM: Bom, não tem como fugir dessa… “Interlude” realmente alcançou um sucesso estrondoso. De onde são os vocais que a gente ouve? Como foi o processo de produção dessa música ao lado do Blazy?

A história desse vocal é engraçado [risos]. Na mesma época a qual eu estava produzindo a Rampage! com o Demiam, estava fazendo a Interlude com o Henrique. E o vocal da Interlude era da Rampage antes, pois ela estava mais adiantada que a Interlude (na época era somente uma ideia consolidada em um drop). 

Quando fomos fazer o break da Interlude, precisávamos de um vocal exatamente como é aquele que tem na música; com aquela tensão e emoção, entonado daquela maneira. Na mesma hora eu extrai da Rampage e passei pra Interlude. Quem recita aquele monólogo é o Brad Pitt, numa propaganda do Channel 5, pasmem! O processo foi uma coisa longa que só Deus na causa, quando eu estava produzindo o EP Reborn. 

O Henrique gostou muito da Almighty Blues; pediu pra fazer parte, e como contrapartida, me chamou pra fazer parte da Interlude. A gente só foi começar a trabalhar na Interlude coisa de um ano após isso; o Henrique é uma pessoa muito talentosa e um dos poucos artistas qual eu realmente aproveito, me divirto e aprendo durante o processo de produção. 

Hï BPM: Essa foi a terceira música que vocês criaram juntos, não é? Sabemos que o Blazy é muito mais que um “parceiro de estúdio” seu. Conta mais pra gente sobre essa conexão entre vocês dois? 

Nossa amizade data lá do final de 2011, como eu disse anteriormente. Foi uma das pessoas cruciais quando eu comecei a produzir, pois ele já estava nessa jornada antes, me motivou bastante. Hoje em dia eu tenho ele como meu irmão menor, o que é motivo de reclamações dele por tratá-lo assim às vezes [risos]. Ele é um ser humano ímpar e um dos melhores produtores que conheço.

Hï BPM: Rampage! é outra sonzeira violenta. De um modo geral, de onde vem suas inspirações para dar vida à essas criações?

Cara, o processo da Rampage! foi muito engraçado. Logo após nos mudarmos para Curitiba, a Nasty do Marc Spence estava bombando muito e eu sempre gostei da parte de sound design dentro da produção. Um dia à noite, eu fui tentar recriar a bassline a qual ele usa na track. Depois que eu consegui aquilo ficou na minha cabeça. Tempo depois, o Demiam me chamou pra fazer uma ideia que ele tinha na cabeça.

Não consegui desenvolver muito aquilo que estava ali e chamei ele pra fazer algo com aquela bassline que eu tinha pronta. Não deu outra, nasceu Rampage!. Nós não sabíamos se ela iria dar certo por ter um formato que na época era diferente demais, mas acredito que justamente isso fez ela bombar.

Mudando um pouco o foco… Skylottus é o nome do seu novo projeto. Poderia contar um pouco dessa ideia e o que podemos esperar dele? 

Eu gosto de Progressive, mas o gênero como ele é hoje não me dá liberdade criativa. Acho que isso é meio que a síntese do porquê do Skylottus. Dentro do PsyTrance a liberdade criativa é bem mais ampla. Apesar de existirem forças malignas que nadam contra o desenvolvimento e mudanças do PsyTrance, creio que isso à médio prazo seja impossível, pois hoje em dia temos muitos produtores experimentando em todo canto do mundo com todo tipo de música; e eu acredito ser um deles, especialmente com o Skylottus. 

O PsyTrance é rico demais para ficar na mesma sonoridade de 15 anos atrás e se for possível fazê-lo de outra maneira, eu quero descobrir. O segundo motivo é que eu gosto mais de Full On do que de ‘Prog’ [risos].

Hï BPM: Você já colocou a galera da BlackTarj no El Fortin pra pular anteriormente, agora volta para tocar na última noite do ano no club. O que os fãs podem esperar de especial dessa gig? Obrigado pelo bate-papo!

Acho que o El Fortin como última gig do ano vai reunir tudo que eu produzi esse ano e tudo que está para ser lançado ano que vem; juntamente com tudo que já toquei lá em outras edições, pois tenho a missão de tocar com os 3 projetos que tenho [risos].

E nosso trevas, é nosso, não tem jeito, meu sentimento pelo calor desse lugar e pelas pessoas que trabalham nele é algo que não vem de hoje, tô feliz demais por esse retorno!

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