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GroundBass fala sobre nova fase em sua carreira “Agora eu encontrei o meu destino”

De tempos em tempos descobrimos e também redescobrimos alguns artistas. Muitas vezes com essa reinvenção toda, o projeto fica completamente de cara nova. Em 2019 GroundBass, que já é figura conhecida nas festas e festivais por aí, decidiu mudar sua proposta e amadurecer seu som. 

Vindo de Santa Catarina, Thiago Ramos é DJ e produtor há mais de dez anos. Conversamos um pouco com ele para saber mais sobre esse novo mundo intenso e o astro nos contou detalhes sobre essa mudança em sua carreira e as novidades para o segundo semestre deste ano. Confira!

Foto: Bruno Camargo

Hï BPM: Olá Thiago, tudo bem? Antes de tudo gostaríamos de agradecer por você falar com a gente. Quem acompanha seu trabalho pôde  perceber a mudança no seu som. Como você descreve essa nova fase do Groundbass?

Thiago: Eu que agradeço a oportunidade para poder contar um pouco mais sobre o projeto. Eu descreveria como um momento de auto-conhecimento, conhecimento do meu destino. Veio na minha cabeça renascimento mas eu não fui embora pra voltar. Estive sempre ali. O que aconteceu foi que durante todos esses anos na discotecagem e produção de música eletrônica eu passei por diversas vertentes do Trance e também no Techno. Só que eu nunca sabia qual era o meu destino, então eu não sabia o caminho que deveria percorrer. Agora eu encontrei o meu destino e consequentemente achei as rotas para tal.


Hï BPM: Você fez algumas apresentações em grandes pistas para testar sua nova proposta de som, como por exemplo na pista do Soulvision Festival, e quando você apresentou seu set na Shivaneris as pessoas se manifestaram de uma maneira muito positiva, pois ficou evidente uma mudança na linha sonora do projeto GroundBass. Quando você teve esse insight para a mudança e percebeu que precisava explorar coisas novas?

Thiago: Tudo começou a mudar no último Universo Paralello Festival que eu toquei, 2017-2018. Tive a oportunidade de pegar pistas de artistas que sempre gostei. Antes de ir para a Bahia eu já havia iniciado a produção do meu primeiro álbum com uma proposta mais underground e quando voltei eu pensei, é isso que eu quero. Mas quando comecei a tocar nas pistas um Set mais conceitual a aceitação não estava sendo boa, talvez por ainda não estar preparado ou por não ser o momento. Passei o ano produzindo meu álbum, mas tocando o som que sempre toquei e no final fui para um festival onde fui apenas para curtir, o Adhana Festival. Lá eu peguei a melhor apresentação de um artista na minha vida, a do Captain Hook. Aquilo me levou para um lugar que eu jamais tinha ido e pensei: é isso que eu quero levar para o meu público. Iniciei o ano decidido a mudar o meu som e as festas Soulvision e Shivaneris foi onde tudo começou.


Hï BPM: Com a mudança no seu som, como tem sido o suporte e a resposta do público?

Thiago: Tem sido muito melhor do que eu esperava e com o passar do tempo, com as novas músicas sendo lançadas e apresentações o feedback positivo está cada vez maior. Eu não poderia estar mais feliz!


Hï BPM: De onde vem as inspirações para criar suas músicas? 

Thiago: Eu me inspiro muito no Progressive Dark, Techno, Psytrance raiz e muito também no Cinema e Trilhas Sonoras de filmes. Tanto que a maioria das minhas músicas são inspiradas em temas de filmes e series.

Hï BPM: Você já vem produzindo algumas tracks junto com Tijah como “We Are Thoughts” e a “Sounds Of Madness” que foi abertura do seu set na Maya deste ano. Em julho rolou um versus com Tijah e agora, no último dia 29, vocês lançaram a “Darkness” também como produção conjunta. O que podemos esperar desta bela parceria que vem se formando? 

Thiago: MUITAS COISAS! Conheci o Juliano por acaso e nós tínhamos muito para agregar um ao outro, eu queria me inserir mais no meio underground e ele queria conhecer mais a fundo a cena comercial. Falo isso na produção, tentar misturar o melhor caminho dos dois lados e criar um som novo, único. A parceria deu super certo e hoje ele é um dos meus melhores amigos. Já posso adiantar um novo projeto dos dois para 2020.


Hï BPM: Como surgiu a ideia de criar a “Darkness” e por que ela se diferencia das suas demais produções?

Thiago: Tudo começou com a paixão em um série em streaming chamada “DARK”. Me apaixonei pela temática: passado, presente e futuro e como eles estão conectados, a música é sobre isso. O que mais difere essa track das minhas antigas produções é que o foco não está nos drops e sim na melodia do break principal. Acho que esse foi o ponto principal dela, a melodia.


Hï BPM: Quanto tempo vocês levaram para produzir e testar “Darkness” até o lançamento oficial?

Thiago: Ela inicialmente faria parte do meu Álbum. Quando conheci o Juliano, mostrei a ideia para ele que curtiu muito e de cara me chamou para produzir junto. Ela demorou um ano pra ficar pronta, com mais de dez versões testadas na pista até chegar na que vocês conhecem hoje.

Hï BPM: Você já deu um spoiler sobre o álbum que está vindo por aí, divulgando a segunda track que estará presente nele, “Seven Days”, que é uma criação sua e foi inspirada no filme “O Chamado”. Quais novidades podemos aguardar para esse novo trabalho? 

Thiago: Entrei no processo final de produção do álbum agora, quero lançar ainda esse ano. Mas sem data prevista por enquanto. As novidades muitos já conhecem porque tem algumas das músicas no set postado da Shivaneris. Ainda assim vai ser bem diferente porque serão versões atualizadas e finais para o álbum. Praticamente todas as músicas tem inspirações em filmes e séries. O álbum vai se chamar “Lost Paradise” e é uma referência minha encontrando o “Paraíso Perdido” que é a minha nova proposta de som. Serão de nove a dez tracks. Estou finalizando a tracklist agora, mas algumas das tracks confirmadas são: Seven Days, Digital Human, Techno Mode e algumas parcerias como a “Control Me” com Perception e “Mind Over Matter” com Tijah, que é uma track em 134 BPMs.


Hï BPM: O que podemos aguardar do seu projeto para o segundo semestre de 2019?

Thiago: Estou indo para a minha primeira tour na África do Sul em Agosto e estamos fechando a primeiro tour para a Índia. Temos grandes estreias em festas grandes, como Essential em Recife e Baobá em São Paulo, como o meu retorno para a Moving em Porto Alegre e para a Dream On no interior de Minas Gerais.


Hï BPM: Para terminar, peço que você deixe indicações de músicas para nossos leitores. O que tem tocado na sua playlist no momento?

Thiago: Acabei de conhecer um projeto de Prog Dark que se chama VORG e estou escutando ele exatamente agora enquanto respondo as perguntas. Mas eu tenho escutado e me inspirado muito em alguns como Dekel, Captain Hook, Freedom Fighters, Gorovich, Clockwise, Hypogeo, Pspiralife, Sensient, Tijah, MVMB, Perception, Triforce, Hellquist, Adama, Electrypnose, Perfect Stranger, ixi acho que se deixar eu fico o dia todo falando hehe. 

E você o que tem achado dessa mudança? Se ainda não ouviu o novo som, ta na hora de ouvir!

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