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Solaris Festival cumpre proposta e surpreende público [REVIEW]

O Solaris reuniu centenas de pessoas ao longo dos seis dias de festival em Dourado(SP), durante a virada das estações outono-inverno que coincidiu com a lua cheia do mês de junho. Foi um festival repleto de cultura trance: paz, amor, união, respeito com o próximo e o meio ambiente, sustentabilidade e diferentes estilos de música.

Confira como foi nossa bela aventura no Solaris Festival.

Foto: Renan Fernandes IMG

A Estrutura

Nossa equipe chegou ao festival durante à tarde de quinta-feira (19). Encontramos uma galera rotativa e outra que ficaria todos os dias do evento. O espaço reservado para estacionamento era amplo e próximo da entrada da festa, isso facilitou a vida das pessoas porque muitas carregavam malas, barraca entre outros acessórios de camping. Neste horário a entrada do público fluía naturalmente. O atendimento prestado pelos funcionários além de ágil também se mostrou prestativo desde a venda de ingressos, troca pela pulseira, até a revista do pessoal.

Os preços praticados pelo bar, alvo de criticas da galera antes do evento, eram acessíveis e dentro do que estamos acostumados em festivais trance e o sistema de compra e venda adotado pela produção foi o cashless, aquele que a pessoa compra um cartão por R$ 5,00 e carrega durante todo evento com o valor que deseja gastar. Por outro lado, na feira mix e na área de cura o pagamento era apenas com dinheiro ou cartão de débito/crédito. Em nenhum dos dias constatamos demora para carregar o cartão ou comprar algum produto. Na praça de alimentação o atendimento também fluiu dentro da naturalidade. No dia que mais esperamos para comer ficamos cerca de 35 minutos na fila.

Para Marcus Roque o festival foi perfeito. “Eu não fiquei todos os dias porque precisava montar uma palestra para o trabalho no domingo (risos), mas o tempo que curti o festival eu vi um camping com sombras para todos, banheiros sempre limpos, a equipe de limpeza foi prestativa e a facilidade nos bares era ótima“. Ele chegou no Solaris na sexta-feira e foi embora no sábado.

Os espaços destinados para as duas pistas eram amplos e confortáveis para todos. Até mesmo durante as principais apresentações foi possível caminhar entre a galera sem se esbarrar em alguém. Aqueles que preferiam o conforto da cadeira também encontram o próprio espaço, sem incomodar quem prefere dançar. Cada uma das pistas também contou com um bar.

Foto: Renan Fernandes IMG

O Evento

A tenda utilizada neste ano no The Sun Temple foi a mesma da edição de 2017, desenvolvida pelo projeto Artescape e conceito visual por Android Jones. Durante as noites foi possível ver um efeito de experiência visual incrível capaz de criar o ambiente imersivo a partir das pinturas gigantes em UV. As apresentações de pirotecnia que ocorreram também contribuíram para criar um ambiente único que elevou ainda mais as sensibilidades sensoriais das pessoas a um nível contagiante.

Um dos pontos altos do festival foi durante a noite de sexta-feira com Infected Mushroom e a madrugada de sábado. A dupla de produtores de Israel era um dos projetos mais aguardado pelo público. Eles subiram para tocar e lançaram um set insano de 3 horas, tempo mais que suficiente para a galera se divertir ainda mais. Logo depois foi a vez do zimbabuano  Headroom cujo nome de registro é Adam Metcalfe. O rapaz têm as músicas assinadas pela gravadora Nano Records e no Solaris fez um set de aproximadamente 2 horas com um estilo bem dançante de psy trance full on.

Foto: Renan Fernandes IMG

Já o mestre Rica Amaral produziu um set com intro que lembra rituais indígenas. O inicio calmo de aproximadamente 7 minutos tranquilizou os nervos para o que estava por vir: muitas pancadas, vários elementos musicais que iam e vinham até completar um desfile musical com sonoridade limpa, graças ao sistema de som adotado pela organização. Juno Reactor foi outro monstro na pickup. O senhor pistoleiro tocou na noite de sábado e sacudiu a galera do inicio ao fim, sob a luz da lua cheia amarela entre as nuvens de Dourado. Num gesto característico durante as apresentações, ele gritava levando a galera ao delírio: Junooooo Reaaaaaaactor!

Foto: Renan Fernandes IMG

Enquanto isso, no Gaia & Infusion, D-nox, Touchtalk, Fractall e Eli Iwasa foram alguns dos djs que mais atraíram gente para a pista de techno e vertentes.

Experiência Solaris

Ao fim dos dias de festival a sensação que ficou clara no olhar das pessoas dentro do Solaris era de alegria. O evento que desde 2001 caracteriza a cultura trance em nosso país, abriu a mente de mais pessoas para novas possibilidades, entre elas a de fazer e participar de um evento cujo conceitos são praticáveis a partir da ação de cada um com amor, união, respeito ao próximo e ao meio ambiente com muita música de qualidade, e ficou evidente que a nossa cena é uma via de mão dupla, onde organização e público buscam se compreenderem constantemente. Isso faz o trance diferente de outras cenas.

Vida longa ao Solaris Festival.

Foto: Renan Fernandes IMG

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