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Soulvision Festival cumpriu com a promessa de retorno surpreendente! [REVIEW]

Os habituais se renderam ao samba nos dias de carnaval. Nós, nos rendemos ao Trance! Optamos por passar os dias de folia na rave, ou melhor, em um belíssimo festival de música eletrônica. A pequena cidade de Altinópolis, localizada no interior de São Paulo, bem pertinho da divisa com Minas Gerais, recepcionou mais uma vez a grandiosidade do Soulvision Festival em suas terras. O Vale das Grutas já estava com saudades desse evento, e como era de se esperar foi muito receptivo com o público, e presenteou a todos com seu belo pôr-do-sol.

Reprodução: Rafaella Bertani

Somos e somamos. Somamos e somos, a mesma essência! Essa edição nos ensinou muito, sobre o verdadeiro amor e respeito ao trance. Nesses dias de carnaval, aprendemos o quanto é importante vivenciar de forma verdadeira tudo que um festival te oferece. O retorno do Soulvision significou muito para a cena! Estávamos carentes de cultura, arte, música e amor de verdade, em meio a tantas festas. Tudo isso reunido em um mesmo local, foi fantástico!

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Queremos opções além do MainFloor, buscamos conhecer a verdadeira cultura de que tanto falam, e no Soulvision isso foi possível. Está na hora de entendermos que existe uma festa além das pistas! Acompanhamos aqui na Hi BPM vários espaços que estavam presentes no evento, que contribuíram para o nosso amadurecimento cultural, e que tornou nossa estadia ainda mais especial.

Agora vamos te contar, de uma maneira geral e bem carinhosa, nossa experiência no Soulvision Festival.

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

CHEGADA

A chegada até o festival foi bem tranquila. Após sair da rodovia pegamos alguns quilômetros na estrada principal de terra, que dá acesso direto a placa Fazenda Morada, na entrada da propriedade. Passamos rapidamente pela revista de automóveis, seguimos mais alguns metros até chegar ao estacionamento e então partir em direção a portaria do evento. Descemos as malas e em questão de minutos já estávamos com a pulseira no braço.

Não haviam filas no momento em que chegamos! A entrada foi muito rápida. Um dos pontos positivos para o rolê, pois estávamos cheios de malas, ficar esperando horas na fila não seria muito agradável. Os funcionários foram muito educados conosco. Uma das melhores equipes de revista que já vi, todos muito sorridentes, mas não pense que a simpatia da equipe tornou a revista mais leve. Não mesmo! Olharam tudo, coisa bem séria, para garantir nossa segurança dentro do evento. No final nos deram boas vindas e seguimos para dentro do festival.

LOCAL

Me recordo como se fosse ontem, a caminhada naquele belo corredor decorado por árvores parecia tão longa, mas por um instante fizemos uma viagem tão profunda, olhando aquele cenário tão natural e perfeito. Quando enfim entramos no Vale das Grutas já sentíamos de longe a energia. Pegamos um Soulzine para nos deslocarmos melhor dentro do local e logo começamos a procura pelo melhor camping.

A fazenda é linda e gigantesca. Privilegiada com um dos picos mais lindos que já vimos! Bem arborizado e aconchegante. Nos sentimos livres e leves, em contato com a mãe natureza. Era possível sentir sua pureza e inocência, nos recebendo naquele lugar energizado e encantador.

Por: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

ESTRUTURA

ÁREAS DE CAMPING

Havia muito espaço para levantar acampamento, várias espaços excelentes para campings espalhados pela fazenda, além dos chalés, que ficam bem próximos a entrada e também subindo, sentindo ao Club Stage. Optamos por ficar mais próximos aos banheiros e ao Chillout, gostamos de acampar por ali, pois o som não atrapalhava nossas noites de sono e o acesso aos banheiros se tornava mais rápido.

É impressionante como conhecemos novas pessoas no camping, né!? Fizemos tantas amizades, dividimos tantos momentos. Montamos um vilarejo com lonas para proteger da chuva e em questão de minutos todos já se conheciam, faziam planos. Ali compartilhamos histórias, trocamos experiências, dividimos comida e rimos incontáveis vezes.

Em festivais o tempo não para, o movimento se estende durante às 24 horas. Quando estávamos indo dormir, havia uma galera acordando. Acordamos e alguns estavam indo dormir. Foi assim os seis dias de carnaval. A grande vila foi nosso refugio durante os períodos de chuva!

Uma dica bem valiosa: Monte grupos grandes de barracas próximas, isso evita roubos e facilita para um amigo olhar a barraca do outro.

Por: Liga
Por: Liga

BANHEIROS

O Vale das Grutas tem uma ótima estrutura, com capacidade para receber um grande número de pessoas. Eram cerca de oito grandes banheiros espalhados pelo local, de alvenaria, e também banheiros químicos, além de banheiros adaptados para cadeirantes. Não tivemos problemas com banho, pois os chuveiros em sua maioria eram bem quentinhos, e os horários em que utilizávamos não haviam filas. É claro que isso depende muito da hora em que você opta por tomar seu banho, buscamos evitar horários de grande movimento, como por exemplo de manhã que é o horário onde todos estão acordando, então o fluxo de pessoas para utilizar os banheiros fica maior.

A galera foi bem consciente, tomando banhos rápidos. Isso ajuda muito a evitar o desperdício e o consumo abusivo e desnecessário de água, e também evita transtornos com as demais pessoas que estão esperando a vez. Essa conscientização é importantíssima em qualquer evento, mas nos festivais com certeza evitará chateação ainda maior, uma vez que os banhos precisam ser rápidos, pois a quantidade de gente para usar é grande, precisamos respeitar o próximo e principalmente economizar água.

Reprodução: Bruno Camargo

LAZER

Também tínhamos quadra de esportes, balanço, um belo lago e piscinas liberadas para uso, além de uma ducha que ficava bem ao lado das piscinas. No salão tinha um restaurante que servia refeições até às 22 h. A marmita custava R$ 20,00 e sustentava muito bem duas pessoas. Essa foi uma ótima opção, pois não nos limitou apenas a praça de alimentação. A comida era uma delícia, sem contar o suco de laranja natural e geladinho. A recepção também foi um destaque, fomos muito bem recebidos por lá. A gentileza vinha desde o caixa para comprar fichas, até a retirada do almoço ou janta.

Reprodução: Bruno Camargo

PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

A praça de alimentação do Soulvision cumpriu a promessa de trazer várias opções, para todos os gostos! Fomos dar uma conferida no que tinha por lá e foi uma surpresa, variedades de comidas, doces e salgadas, e também comida vegetariana. Os preços estavam dentro do que estamos acostumados a pagar em festivais e as comidas estavam uma delícia! Tinham vários tipos de salgados assados e fritos, pão de queijo, crepes doces e salgados, lanches, cachorro-quente e muitas outras opções.

Soulvision Festival 2019
Por: Liga

Havia também deliciosas pizzas que eram nomeadas em homenagem as vertentes, por exemplo a de sabor queijo se chamava Goa, queijo e presunto era o Prog e a de frango com catupiry era o Fullon.

O EVENTO

Falar sobre esse evento nos traz muitas boas lembranças. Transmitir nossa experiência através destas linhas nos leva em uma viagem de volta ao tempo. Mesmo após semanas, ainda sentimos os flashes dos momentos que lá foram vivenciados. É possível agora sentir os abraços, os sorrisos, os encontros, os reencontros, a energia que pairava no ar.

Quantas amizades ali se iniciaram? Mesmo que tentássemos calcular numericamente, não chegaríamos a um resultado exato. Não se trata de lógica, se trata de sentimento. E quantos sentimentos não estiveram presentes lá. Quantos pensamentos não fluíram ao atravessarmos o portal, ao sentirmos a terra nos pés, ao dançarmos na chuva, ao flutuarmos com a dança.

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

A dança ainda é o que mais nos uni, são nesses momentos que esquecemos de tudo e nos ligamos ao som, ao ritmo e a melodia. 

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Talvez me arriscasse a dizer que os maiores encontros acontecem na dança, é ali que transita a liberdade e cada sorriso, mesmo que tímido, vira motivo para trocar uma palavra. Se apresentar para o outro, e mesmo que não haja apresentações formais, somente o movimento do corpo já é uma saudação de: “ Muito prazer, seja bem-vindo a dança”. Foi como nos sentimos na pista do MainSoul! Gestos e gentilezas estavam presentes a cada canto da tenda, desde o Dj que apresentava sua música, até a árvore da vida que estava presente, e que com o sopro do vento parecia convidativa e nos dizia: “ Venha, dance comigo”.

Reprodução: Brunno Kawagoe | Indie Click

Choveu por lá! Quando a chuva estava presente as pessoas já estavam prontas para recebê-la. Vestidos com capa de chuva, calçados com galochas, chapéus e até óculos de natação. Cada um se protegia do jeito que desejasse. Sem amarras, sem correntes e com muita felicidade estampada no rosto. E aquela timidez sumia, a mágica ia acontecendo e sol aparecia.

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado
Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

E quantas intervenções expressivas. Cada movimento de alguns artistas, ensinava-nos lá na pista como se deixar levar pela sonoridade melódica. Ficamos com atenção centrada nos tecidos acrobáticos, nos malabares com fogo, nas esferas de Cristal. Os grandes equilibristas em suas grandes pernas de pau, e quanta habilidade, mesmo na lama a diversão era visível em suas faces. Os movimentos culturais aconteciam em todos os palcos! Vimos pirografias, performances neon, danças tribais, os Minions do Trance estavam presentes e os Smurfdélicos também.  

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado
Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Os nossos astros, os Dj’s, eles nos envolveram em suas produções do início ao fim do evento. Era possível sentir cada detalhe instrumental em seus sets. A magia da dança, que eu já havia mencionado, ela acontecia a cada instante. A cada movimento do corpo, nas melodias psicodélicas, a energia exalava. A vista daquele pico se combinava perfeitamente com a música, o céu azul, o palco deslumbrante e uma tenda que comportava muito bem os ravers em baixo.

Seria injusto destacar apenas um rei do trance aqui, por isso, optamos por deixar os momentos especiais que registramos para vocês.

A grandiosidade nos detalhes do palco do Mainfloor, com sua bela mistura de cores, nos fazia refletir por horas, e em alguns momentos em que fixávamos o olhar, parecíamos seduzidos e perdidos no controle de nosso corpo, que era levado de acordo com as ondas sonoras das caixas, que batiam forte. As projeções do Peckman Hefner deixavam o clima ainda mais especial durante as noites. A movimentação dançante, se encaixava às psicodelias que os Dj’s soltavam.

O SoulClub também estava incrível! Uma energia animada tomava conta do clubinho todas as noites. Os ravers também se renderam ao Low BPM e seduziram sem medo na pista.

O Soulvision nos deu aula de respeito à diversidade, e a união que eu vi no SoulClub foi a prova final disso. Todos curtindo na mesma vibe, sem julgamentos e sem preconceitos. O lema desse ano foi esse, não é mesmo? Somos e Somamos a mesma essência. A união entre “Eu” e você. Nós! Laços.

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

FAZENDINHA

As crianças tinham um cantinho só para elas. O espaço Fazendinha, foi projetado especialmente para os pequenos. É possível que esses anjos também estejam na festa, desenvolvendo brincadeiras, vivenciando momentos, assim como nós quando estamos na pista. E por que não vivermos essa experiência? Deixar a inocência aflorar e nos entregar ao sentimento mais puro de viver novamente a infância.

A atitude da crew com nossas crianças, nos faz sentir mais amor ainda pelo Soulvision Festival. Por lá os lindinhos se divertiram com várias atividades desenvolvidas para crianças. Tinha cama elástica, jogos, pintura facial e muitas brincadeiras para diverti-los.

Na segunda teve o Bloquinho SoulKids,com direito a pipoca, algodão doce e palhaço alegrando a turminha!

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado
Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado
Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

MIRANTE

O céu estava tão próximo de nós, quando subíamos no mirante. Com certeza foi uma ótima ideia colocar aquele mirante feito de madeira e detalhadamente perfeito. E que serviu de palco para nossa liberdade, pois quando estávamos lá em cima foi assim que nos sentimos: LIVRES. A vista do pico ficava ainda mais deslumbrante lá de cima. Era possível sentir a pureza da natureza tocando em nosso rosto.

O que nos resta ao final é somente agradecer! Obrigada Rubens Figueiredo e Fabiano Mandallah, por nos permitirem viver essa linda experiência.

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Obrigada família Soulvision Festival. Nos reencontraremos em breve…

Reprodução: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Soulvision não é apenas um festival de música eletrônica! Este festival nos trouxe um misto de experiências, durante seis dias em um lugar incrível, com pessoas do bem e uma ótima estrutura, além de nos proporcionar muita cultura, arte e diversão.

Nosso carnaval foi de aprendizado! E você, curtiu onde seu carnaval?

Leia também:
O Chillout e as Oficinas que rolaram no Soulvision, clicando aqui.
O Museu do Livre, clicando aqui.
A equipe do Redução de Danos e o Espaço Beija-Flor, clicando aqui.
A cultura da Amazônia através do índios Pataxós, clicando aqui.

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