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#2 Soulvision Festival: Uma viagem ao Museu do Livre

A saudade do Soulvision Festival ainda está presente em nossos corações! Lá cada dia foi diferente do outro, distintos do que estamos acostumados rotineiramente. O festival tinha muito para ser explorado. Não nos limitamos as pistas de danças, fomos além. Queríamos explorar cada detalhe daquele belo evento, que nos encantou desde o primeiro momento.

MUSEU DO LIVRE

Seguimos o plano de conhecer mais do Soulvision, e então partimos em direção ao Museu do Livre. Precisávamos entender o que se passava naquele espaço que ficava logo na entrada do evento. Lá pudemos observar e apreciar várias imagens pintadas em quadros, espalhados nos quatro quantos do local e que ficavam suspensos na estrutura de bioconstrução.

Reprodução:
@rodrigopessoafotografo

O Despertar do Clã

Falamos com o Rafa, que é um dos integrantes do projeto DespertArt Clã, responsáveis por belas telas pintadas a mão, que estavam presentes na exposição e tornavam aquele ambiente ainda mais lindo. Eles levaram para a galeria de arte do Soulvision o seu novo acervo, o Laboratório Visionário, recheado de psicodelia.

O objetivo do projeto é criar atividades inovadoras e de qualidade. Os mantras, as culturas tribais, os enteógenos, a música psicodélica e a própria Mãe Natureza influenciam fortemente a imaginação e a engenhosidade por trás de todos os projetos.

O Despertar Clã surgiu como resultado de uma quantidade de dados vindos do grande campo de energia e informações em forma de ondas de luz e energia, visões, imagens, objetos do estado de sonho, visões pessoais e visões além da personalidade, como também símbolos, sinais e canalização. Nada é criado aqui sem profunda reflexão pessoal e contemplação sobre essas fontes inspiradoras. ”

PINTURAS EXPOSTAS

Escolhemos algumas telas, para esclarecer um pouco do que há por trás desse projeto, que visa trazer a consciência e reflexão através da arte. O quadro a seguir foi um dos que mais nos chamou a atenção. À primeira vista, percebemos grandes nomes das indústrias que comandam o capitalismo mundial e ajudam, de alguma forma, na degradação do meio ambiente, na desigualdade social e vários outros pontos que envolvem esse assunto.

Se pararmos para analisar melhor o desenho, podemos ver a pirâmide da desigualdade: na base, vemos casas bem simples, representando essa desigualdade, que é ligada pelos códigos da computação, simbolizando a tecnologia. Na ponta da pirâmide, vemos todas essas empresas que comandam e manipulam a massa social e ainda poluem o meio ambiente.
 Para finalizar, se você reparar nas laterais do quadro, existem dois tubos derramando sangue nas casas logo abaixo.

Toda essa viagem através da leitura da arte nos faz refletir vários aspectos, que muitas vezes não paramos para analisar e pensar durante nossa vida corrida, que simboliza EXATAMENTE o que o quadro diz: trabalhamos tanto para eles e esquecemos da gente!

Museu do Livre
Reprodução: Hï BPM


É muito importante a conexão que um festival nos dá de parar um pouco, respirar e sentir. Olhar, analisar e chegar a conclusões jamais chegadas. O Museu do Livre trouxe, para quem quisesse entrar nessa imersão, reflexões bastante importantes.

O Rafa levou para a galeria o quadro a seguir, que ainda estava em andamento, inacabado e trabalhou nele lá mesmo, enquanto o evento rolava. Ele nos contou que se inspirou no filme Matrix e nos explicou que o processo de criação junta diversos temas que remetem ao filme, que também tem algumas influências da história da Alice No País Das Maravilhas.

A ideia é que assim como o movimento do quadro, que te leva para dentro dele no horizonte, nós imaginássemos que a gente também pode entrar nos nossos mais profundos pensamentos e realmente sair da caixinha, pensar além do horizonte. E ir fundo!

Museu do Livre
Reprodução: Hï BPM

Essa mistura forma uma obra de arte visionária, misturando temas e técnicas de arte capazes de atravessar os limites da nossa existência e passar camada por camada, além do que nossos olhos podem ver.

Museu do Livre
Reprodução: Hï BPM

Além das telas já mencionadas, a exposição levou ainda para o evento, quadros impressos que remetem a geometria sagrada, a sequência de Fibonnacci, as Mandalas. Também tivemos o prazer de ver três fotografias incríveis do grande fotógrafo Murilo Ganesh expostas no Museu do Livre.

Museu do Livre
Reprodução: Hï BPM

O Soulvision Festival levou os ravers além da pista. Trouxe conhecimento e cultura ao seu público, através dessa magnifica exposição.

Reprodução:
@rodrigopessoafotografo

Educar de forma cultural os frequentadores das raves, é um gesto de total responsabilidade e amor por parte da crew. Ensinar cultura de qualidade junto ao clima de família, fez com que os dias no Vale das Grutas fossem ainda mais especiais.

Ainda não acabou! Temos muitas coisas importantes para mostrar para vocês. Acompanhe tudo que rolou no Soulvision Festival aqui na Hï BPM.

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