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Adhana Festival: um verdadeiro exemplo de respeito à arte, música e cultura! [REVIEW]

Em muitas culturas ao redor do mundo é celebrado a chegada do novo ano. Famílias se reúnem, praias e campos são destinos de viajantes, e há aqueles que até pulam as sete ondas. Para os amantes da música eletrônica a virada de ano proporcionou seis dias com o melhor do Trance Psicodélico!

O município de Rio Negrinho, localizado no estado de Santa Catarina, com pouco mais de 41 mil habitantes, recepcionou a segunda edição do Adhana Festival. O evento foi responsável por reunir cerca de 5 mil pessoas para conduzir uma viagem, com data e hora marcadas. Seguindo a programação do festival, com início às 10 horas do dia 28 de dezembro de 2018 até às 20 horas do dia 2 de janeiro de 2019, era possível ver a chegada de ravers de todas as partes, regiões distintas do Brasil e até mesmo de outros países.

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Reprodução: Kaue Alcantra

E entre idas e vindas, chegadas e partidas, o festival teve seu ápice na noite de réveillon. Daqui a pouco falamos sobre isso, antes temos muito ainda a dizer sobre o que aconteceu até essa grande noite no Adhana.

Vocês puderam acompanhar em nosso Diário da Rave o dia-a-dia no Adhana, suas diversas atividades e o que vivemos durantes esses dias de festival. A sensação é que, mesmo que fossemos em 5 pessoas não conseguiríamos dizer aqui para vocês, sobre tudo que aconteceu lá. Foram dias incríveis sem sombra de dúvida!

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Reprodução: Vinicius Miranda

O LOCAL

A Fazenda Evaristo realmente é um lugar fantástico e com muito espaço! O camping ficou confortável para todos, não houveram problemas com a disposição dos banheiros.

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Reprodução: Bruno Camargo

Os pinheiros gigantescos davam ainda mais vida nas noites com suas projeções, e garantiram muita sombra durante o dia. Por falar em dia, o sol nos agraciou durante todos os dias de festival, e com a opção de encarar uma pequena trilha era possível ainda se refrescar em uma belíssima cachoeira, que completa o cenário dos amantes da natureza.

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Reprodução: Kaue Alcantra
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Reprodução: @mauricio_lima9

O palco Tribo ao lado do lago, sem dúvida proporcionou desde muito agito a momentos de relaxamentos aos ravers. Não longe dali, era possível encontrar um cantinho especialmente planejado e cuidado com muito carinho em cada detalhe, permitindo aos presentes relaxar, contemplar a natureza e recarregar as energias.

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Reprodução: Kaue Alcantra
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Reprodução: Curol Ribeiro

Contando com uma estrutura bem grande na praça de alimentação, os ravers puderam se alimentar bem enquanto tinham a oportunidade de deixar seus eletrônicos carregando em uma bancada com diversas tomadas, essas também podiam ser encontradas pelas demais áreas da fazenda. Além disso, o evento contou com bares nas laterais da pista Savanah, e quem não provou daquele famoso crepe? Nos salvava a qualquer hora do dia!

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Reprodução: Pamela Brito

O EVENTO

Não vou negar que sem dúvida esse é o momento mais difícil que estou passando desde que nos propusemos a embarcar nessa viagem para o Adhana Festival. Realmente trata-se da experiência que nós da revista vivemos lá e isso é muito pessoal, quase que intransferível! Se não fosse por estarmos falando de Psytrance! Vejo nesse momento o meu maior desafio até então nessa jornada tomando forma. Conseguir transmitir com coerência e verdade cada coisa que passamos durante esses dias incríveis de evento, é um desafio!

Caro leitor, peço que tente imaginar aquilo que mais lhe causa bons sentimentos. Pense no que lhe arranca sorrisos, que lhe agrada de verdade fazer, bem como o lugar que você mais gosta de estar, com pessoas que você adora, e por que também não aquilo que você até se dispõe a gastar seu dinheiro. Imaginou? Feito isso, saiba que para nós o Adhana Festival é o resumo de tudo isso que você pensou. Tenha a certeza que estará retratado em cada palavra aqui descrita a energia e êxtase que foi estar nesse universo de Adhana!

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Reprodução: Bruno Camargo

Nada melhor do que começarmos exatamente por aqui, algo que não se explica. Dúzias de livros por aí vão dizer sobre a troca de energia, o quanto conseguimos transferir e ter todas essas sensações, por vezes, apenas trazidas do ambiente onde estamos. Sabe daquelas coisas que você tem toda a crença do mundo que existe, mas não consegue ver ou tocar? Então, é seguindo essa linha aí. Sem mistérios sobrenaturais, apenas crenças! E voltando para nossa, que energia estava lá aos presentes, né galera? Meu Deus!

A atmosfera perfeita se formou, o clima de réveillon juntou-se então com a imersão da cultura psicodélica, e o resultado foi o que vimos para todos os lados. Abraços longos e apertados, em conhecidos, em estranhos, em novos conhecidos! Muita, muita dança, um manifesto constante com todo o corpo, ao qual cada batida sonora entrava em nosso corpo. Sorrisos para todos os lados, era só olhar para o lado e “bum” um sorrisão de um “estranho” se tornava parte do seu dia. Uma vibe que transcende as palavras, e que talvez só para quem estava lá presente sentindo tudo isso, é que esse trecho faça algum sentindo.

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Reprodução: Pamela Brito
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Reprodução: Pamela Brito
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Reprodução: Kaue Alcantra

Adhana Festival foi um mix! Um cenário esculpido pela natureza sem dúvida, em que dias quentes reservaram noites belíssimas de um céu estrelado para os amantes que ali estavam. Aliás, o mais constelado que já vi! Foi o que aconteceu lá, deve ser que cada sorriso daqueles de “estranhos” que tive no meu dia, estavam preenchendo um pontinho de brilho a mais naquela imensidão azul. Só pode!

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Reprodução: Silvio Sato

ESTRUTURA

Agora voltando para estrutura do evento, impecável é a palavra. Foi perceptível que tudo foi planejado com muito cuidado e carinho, cada detalhe fazia a diferença na composição geral do evento.

A tenda cumpriu todas as expectativas para a imersão proposta, a junção com os lasers fez um cenário espetacular tomar forma. O calor judiou um pouco durante os dias quentes de sol, mas ainda assim foi possível curtir muito todas as tardes, mesmo com aquele progressive esmagador.

O som estava lindo! Foi linear durante todo o evento, sem picos de baixa e alta. Com a melhor qualidade, não deixou a desejar em nada e segurou firme as pedradas vindas dos DJs a cada set.

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Reprodução: Silvio Sato
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Reprodução: Silvio Sato
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Reprodução: Silvio Sato
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Reprodução: Kaue Alcantra

Varanda Cultural

Algo formidável, com diversas opções para enriquecer a experiência. Na Varanda Cultural era possível encontrar workshops e oficinais agregando valor cultural aos ravers, em sua programação projetos como Papel Semente, do coletivo Ambiente Livre nos ensinou como reutilizar o papel e ainda os aproveita como fonte de novas sementes para futura plantação, uma ideia prática que colabora com o meio ambiente. A oficina Mundo para Elas, nos mostrou mais sobre uma família adepta a homeschooler, que tem como projeto viajar o mundo em uma Kombi, podendo estar em família e conhecer comunidades Waldorfe, além de novas iniciativas e projetos, aprender com a cultura local por onde passarem e poder oferecer assim também seu conhecimento. Dentre várias outras oficinas que pudemos encontrar ao longo da programação.

Ainda na Varanda Cultural, workshops com alguns feras da cena como Djing Digital com Fabio Leal, Produção Musical I com Zanon e Capital Monkey, e Produção Musical II com 4I20 e Cyclus garantiram para o público presente um pouco mais de conhecimento sobre a música. Aproveitamos ainda de workshops como Mercado, agenciamento e carreira com Marco e Diogo, e Mídia e Marketing com Toninho e Dan, além de todas as dicas desses caras que já estão há anos no mercado, ficamos por dentro dos Bastidores Adhana! Sem dúvida essa área da Varanda, nos agregou muito valor durante todo o evento.

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Reprodução: Kaue Alcantra
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Reprodução: Curol Ribeiro

Espaço Raízes

No Espaço Raízes encontrávamos diversas oficinas, uma surra de atividades! Tivemos várias sessões de Yoga, rodas de conversa com temas variados como Sagrado Feminino, Desenvolva sua Autoestima e Como ser abundante e ter Prosperidade, começando o Ano com Novos Hábitos. Tivemos uma oficina irada de alongamento também, e essa foi ministrada pelo Clã Aradia. Além das oficinas mencionadas e outras tantas mais, o espaço raízes contava com um super time do Mãos que Curam, que ofereceu diversos tipos de tratamentos terapêuticos, possibilitando aos ravers uma experiência agradável, completa, relaxante e de cura. Sem dúvida valeu a pena passar por lá e dar aquela conferida!

Reprodução: Mauricio Lima
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Reprodução: Kaue Alcantra
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Reprodução: Bruno Camargo
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Reprodução: Anne Zooe

EXPERIÊNCIA VIVENCIADA

Uma experiência sem dúvida nenhuma enriquecedora foi o que aconteceu nessa virada de 2018 para 2019. Usufruímos do que de melhor a cultura psicodélica tem a nos oferecer. Entre público e funcionários foram mais de 5 mil pessoas, que escolheram estar naquele lugar e que escolha não foi essa, hein meus amigos? Certamente alguns conseguem reconhecer a sua própria vivencia nessas falas, outros tantos tenho certeza que nem imaginaram que coisas das quais escrevi aqui aconteceram realmente. Adhana Festival foi o palco de infinitas experiências, e plaquinhas como “A Pizza acabou, estamos na pista”, certamente provam que felicidade retrata a escolha das pessoas de estar ali.

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Reprodução: Kaue Alcantra
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Reprodução: Anne Zooe
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Reprodução: Silvio Sato
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Reprodução: Curol Ribeiro
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Reprodução: Pamela Brito

Não me canso de falar sobre os sorrisos, pois é o que mais se encontrava por toda parte. Amizades se fortaleceram e novas amizades se formaram. Relações começaram, outras se renovaram. Pedidos foram feitos e favores foram dados sem pedido. Novos vínculos se formaram, parcerias que vão para vida e outras que foram incríveis durante esses dias.

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Reprodução: Anne Zooe

Diversas famílias presentes, e novas famílias se formando. Sim, estou falando de família mesmo! Dessas com vários tipos de pessoas diferentes. Alguns altos, outros baixos, homens e mulheres, com opiniões e tipos de personalidades diferentes. Famílias que até brigam, mas em seguida estão ali de novo para apoiar. Um grupo misto de pessoas que se cuidam e se preocupam uns com os outros, que amam e protegem, que alimentam e hidratam, que mesmo não podendo estar juntos, sempre se fazem presentes. Pessoas que fazem questão de estar umas com as outras. Pessoas que se amam, se abraçam, e aí se amam mais. Família é o nome disso, né? Pois é isso, famílias que a vida formou, famílias que “escolhemos”, mas que na verdade já eram para ser nossas, antes mesmo de sabermos.

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Reprodução: Curol Ribeiro
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Reprodução: Kaue Alcantra

Obrigada Adhana Festival por nos permitir ver, estar ou até mesmo formar novas famílias. Obrigada a toda comunidade Adhana Festival que tornou tudo isso possível. E para a grande família Adhana deixamos aqui o registro da nossa viagem.

Essa jornada que nos possibilitou histórias imensuráveis, nos adicionou cerca de 3.300 km percorridos de uma bela viagem física e espiritual, e vocês? A que distância foram com o Adhana Festival?

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