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Réveillon Essential inicia em grande estilo o ano em Recife [REVIEW]

Quer saber como foi a Réveillon Essential? Agora vocês ficarão por dentro de tudo que rolou na virada de ano na Praia de Maria Farinha: estrutura, atrações, impressões, vamos contar tudo. Mas só posso dizer que 2019 chegou e nós iniciamos o ano da forma que gostamos: com muito psytrance!

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Reprodução: Pedro Menezes

Buscando evitar problemas com a fila e a revista dos ravers, a produção do Réveillon Essential resolveu abrir os portões mais cedo. A partir das 21 horas já era possível ter acesso à área do evento. Nós chegamos às 22h30 e o acesso estava bem controlado, com pouca fila e em menos de 30 minutos já tínhamos realizado todo o procedimento de entrada, levando em consideração que levamos mochila e que o processo normalmente é mais demorado. Para os ravers que levaram apenas o corpo e a confiança, o acesso era feito em menos de 5 minutos devido a inexistência ou formação de alguma fila. Logo após a entrada no evento, um grupo de intervenção artística recebia as pessoas com uma apresentação de malabares e swing poi.

Foto: Felipe Correia

O EVENTO

A estrutura da festa se manteve a padrão da Essential, mas o que nos chamou atenção foi que devido a desativação do parque aquático – por opção do dono do local – o evento perdeu aquela cara de “paraíso das águas”, e nas redes sociais a Ju Cavalcanti justificou que a reativação do parque fugiria do orçamento por custar um preço exorbitante, que a produção que teria que arcar. Levando assim a ter alguns chuveiros para refrescar o pessoal, e estes que dependiam de caixa d’água ficar completa para poder funcionar, ou seja, em alguns momentos eles ficaram inoperantes. O chill out do Réveillon Essential funcionou a todo momento do evento – com exceção da virada de ano – ele estava lotado, os redários também (as pessoas precisam de um descanso, certo? Até por uma questão de saúde).

Foto: Felipe Correia
Foto: Pedro Menezes

Um dos maiores problemas do evento ficou por parte do sistema de som, que estava abaixo do padrão oferecido pelo evento, devido a um problema de logística e de quem chega primeiro, nossas laranjinhas amadas – o Pure Groove – estavam indisponíveis para o Réveillon Essential. Como num deja-vu, vimos Astrix bastante irritado devido a qualidade do som no momento do set dele. As caixas da direita davam a impressão de que tinham estourado em alguns momentos da apresentação do rei, que mesmo assim manteve sua apresentação dentro dos padrões. A estreante Calist – que garantiu sua vaga através de um contest – mostrou que tem futuro e que pode sim crescer bastante na cena. Mas o grande nome do evento foi Freedom Fighters: que apresentação! Que show! Shahaf mostrou maestria ao brincar com o o nível de bpm, iniciando sua apresentação com um progdark delicioso, chegando até o progressive psytrance e voltando ao progdark. Uma aula, um show de psicodelia sem tamanho! Foram duas horas de êxtase emocional, e isso logo no início de 2019, não tem como iniciar o ano de forma ruim né?

Freedom Fighters
Foto: Felipe Correia

Os primeiros raios de sol começaram atingir as areias da Praia de Maria Farinha ao som de Kobi, um mestre. Apresentação reta, um progressivo lindo de se ver e de amanhecer o dia. A parte noturna do evento foi um show a parte. Kobi se despediu e Pedrão Labirinto entrou. Sua apresentação foi um pouco diferente das que comumente vemos dele, com uma sonoridade mais voltada ao prog. Depois do full on de Labirinto, entrou a sequencia dos progs mais populares. Sob o comando de DJ Moon e Special M, a pista explodiu em pulos, acrobacias, alegria, tudo misturado.

E um dos momentos mais aguardados por muitos, a apresentação de Morten Granau foi aquém das expectativas. Para quem conhece seu som e foi esperando aquele espetáculo de progressive melódico, pr’aquele momento de agradecer e abraçar seus amigos, ficaram só esperando mesmo. O dinamarquês manteve a linha de apresentação dos DJs anteriores. Não sabemos se por ter ficado intimidado, por saber o que explode a pista no Brasil ou se de fato ele está mudando seu som. Em alguns momentos ele lançava tracks de autoria própria, mas na sequência vinha com um “prog explosivo” sem muita construção, só drop.

Kobi
Foto: Felipe Correia

Na sequência, tivemos Captain Hook, e que apresentação, senhores! O capitão não veio para brincadeira, soltou as músicas do seu novo álbum Origins – destaque em 2018 pela qualidade das tracks -, e relembrou sucessos editados com sua nova linha de som. Conseguiu subir bastante o nível do som, uma performance de respeito para apagar de vez de nossas memorias a apresentação desastrosa dele em 2013. Após duas horas de Captain Hook, um dos DJs locais que vem crescendo bastante na cena – e merecidamente, diga-se de passagem, Ambersonic conseguiu segurar a pista muito bem e a entregou para Menumas encerrar a festa. 

Captain Hook
Foto: Felipe Correia

Um pouco depois do evento, a Ju Cavalcanti se pronunciou nas redes sociais sobre as falhas do Réveillon Essential, e a promessa de melhora para as demais edições, e nós conhecendo o padrão oferecido a seus clientes, sabemos que todas as críticas foram levadas em consideração, e que na edição de Abril poderemos esperar coisas boas! Uma das novidades anunciadas foi a presença do soundsystem Void na próxima edição. Até Abril galera!

Foto: Felipe Correia

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