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Mandallah 13 anos: Uma experiência inexplicável [REVIEW]

Nos dias 13 e 14 de outubro de 2018 aconteceu na cidade de Andradas-MG a 13ª edição de uma das maiores e mais tradicionais raves do Brasil, o Mandallah Festival, com seu tema, Unity. E com base em depoimentos de ravers que foram em edições anteriores, o evento evoluiu muito em relação aos serviços oferecidos e a qualidade do evento como um todo. Com um line up de peso nos 3 palcos existentes, com grandes nomes nacionais e internacionais, em um local que já é considerado uma das principais “casas” do estilo no Brasil, o Mandallah está na boca da galera como um dos melhores festivais de psytrance que aconteceram neste ano. Venha com a gente e confira como foi a nossa experiência!

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Foto: Drone JC Produções

ESTRUTURA

Antes de falar do local do evento em si, não podemos deixar de citar a nossa parceira Alien Bus/Alien Ingressos, que cuidou do nosso traslado para o Mandallah. Com pontualidade e qualidade na prestação de serviços, ficamos tranquilos e aproveitamos o evento ao máximo, tendo a certeza de que nossa locomoção estava em boas mãos. O percurso não teve contratempos, o que garantiu nossa animação na ida, e nosso descanso merecido na volta. Se você quer ir pras raves, sem preocupação com dirigir grandes distancias, aproveitando a viagem com pontualidade, qualidade, e preço justo, vá de Alien!

O Clube Rio Branco, em Andradas – MG (onde é realizado o evento) conta com uma ampla estrutura capaz de suportar um grande público (cerca de 20 mil pessoas), dispondo de uma bela paisagem natural da região, além de um espaço extremamente bem dividido que comporta perfeitamente o público e o trânsito entre os 3 palcos, a praça de alimentação, os banheiros, bares, ambulatório e os demais locais.

Ressaltamos a extrema eficiência e competência de todos os serviços oferecidos na Mandallah deste ano. Desde a 11ª edição, na qual a superlotação acabou por causar diversos problemas e dificuldades no andamento da festa, a reformulação quase que geral destes aspectos fundamentais fizeram o desenrolar do evento bem mais fluído e eficiente. Podemos citar como reflexos disso: a entrada rápida e eficiente no festival (revista e filas organizadas); pouca fila de espera nas compras e retiradas dos produtos, assim como no guarda-volumes (que funcionou extremamente bem com um preço muito acessível); grande variedade no cardápio da praça de alimentação, com preços condizentes para uma festa desse porte.

Ainda falando sobre estrutura, destacamos a qualidade da higienização dos banheiros e sua quantidade. Por mais que em alguns momentos de pico pudéssemos observar filas, sobretudo nos vestiários femininos devido a falta de água, a qualidade deste serviço no geral foi muito boa. Em uma festa com um número tão grande de pessoas, termos banheiros que são constantemente higienizados é essencial, e neste quesito o Mandallah conseguiu dentro das limitações do possível, oferecer um serviço de qualidade.

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Foto: Indie Click

Sobre a decoração/palco/tenda fomos surpreendidos por uma estrutura pensada em proporcionar conforto ao público ao passo de nos impressionar com a sua beleza. A iluminação juntamente com a arquitetura da tenda foi capaz de transmitir um efeito visual muito bonito atrelado ao benefício da sombra em toda sua extensão, no período de dia, e na delimitação do espaço destinado ao palco principal. Em relação ao seu design, tivemos a temática da divindade Hindu Kali que se fez presente (haja vista o seu rosto no centro da estrutura do palco nos transmitindo um aspecto simétrico do que ali estava exposto) juntamente com os desenhos geométricos que nos remetem as MANDALAS (tema central da respectiva festa), além das projeções altamente psicodélicas. O soundsystem de alta qualidade da MSD se fez presente e pudemos observar “dois fronts”: um localizado na frente do palco onde se concentrava a maior parte do som disponível na festa, enquanto o outro ficou localizado no meio da tenda, com o objetivo de levar toda esta qualidade e potência sonora à toda extensão da pista principal.

Em relação ao Club Stage pudemos observar um grande avanço comparado a edição de 12 anos. O espaço destinado a este palco neste ano foi muito maior, assim como o cuidado com os elementos projetivos e sua respectiva estrutura, elevando de maneira bastante significativa as peculiaridades desta pista. Tivemos poucas alterações no Chill Out. Sua estrutura física basicamente se manteve a mesma do ano anterior, inclusive em relação a qualidade dos artistas que ali se apresentaram, mantendo-se em seu mais alto nível.

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Foto: Matheus Fialho

APRESENTAÇÕES

Apesar de abrir às 20h, o Mandallah tomou forma mesmo a partir da 1h da manhã, quando a maior parte da galera já tinha entrado e a pista estava começando a ferver. Nessa hora já era possível sentir o clima abafado debaixo da tenda do palco principal. A previsão do tempo aliada ao bafo e a falta de estrelas no céu estava deixando a galera receosa de que a chuva poderia chegar a qualquer momento. Mas isso não se concretizou. O domingo foi ensolarado e quente, perfeito para curtir o rolê.

Ficamos a maior parte do tempo no palco principal (por motivos óbvios rsrsrs), e desde o momento que chegamos, presenciamos ótimas apresentações de todos os artistas escalados para comandar a pista. Absolutamente todos, sem exceção, mandaram uma sonzeira “fina”, com um psytrance de alta qualidade. A cada drop era possível sentir uma energia extremamente absurda, causando emoções e sentimentos dos mais diversos tipos, nos levando a estados de consciência elevadíssimos.

Destacamos os sets de Melting Point, Laughing Budda, Ajja, Tristan, do rei Astrix (que alternou de maneira mística alguns clássicos lendários de sua história, como Closer to Heaven e Genetic Lottery, e as novas produções como a em parceria com Vertical Mode em Seven Gates), o projeto brasileiro de full on Burn In Noise (que abalou as estruturas da pista com a track A Real Good Time, produzida com Loud), Vini Vici, que fez uma das entradas mais épicas na pista tocando seu mashup de Great Spirit com UnitedElectric Universe e todos os versus, que sem sombra de dúvidas, foram um dos pontos mais fortes desta edição.

Um dos momentos mais marcantes da festa, onde pude presenciar diversas pessoas visivelmente emocionadas, foi quando Phaxe vs Querox tocaram Tripical Moon e um remix da track Domino (a emoção que essas músicas despertam na pista é contagiante, e é muito difícil conter as lágrimas). Vale citar o Hilight Tribe, que tacou “fogo no parquinho” (em referência ao Chill Out) e no palco principal ao som de Free Tibet, e um “after” surpresa com Remember Trance, que tocou clássicos marcantes de toda a história do psytrance, como por exemplo alguns sucessos do Infected Mushroom.

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Foto: Indie Click

BÔNUS: CAMINHÃO PIPA

Sem sombra de dúvidas, um dos momentos mais felizes e nostálgicos de todos no Mandallah foi a entrada do caminhão pipa. Valia de tudo, desde abraços com desconhecidos, se banhar na lama e pular com energia almejando alcançar o céu. Muitos ravers voltaram a ser criança, mesmo que por pouco tempo. Não podemos esquecer das belas apresentações de artistas utilizando fogo e outros elementos circenses, a presença dos Smurfdélicos que já são garantia de alegria e good vibes em todas as festas por onde passam, além da linda queima de fogos, que foi linda de se ver.

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Foto: Reprodução

Realmente foi uma experiência inexplicável poder partilhar momentos tão marcantes, que foram potencializados pela qualidade do som, dos artistas, da estrutura como um todo e principalmente pela vibe da galera, que cá entre nós, é um dos aspectos mais primordiais.

A grande maioria estava ali por um nobre propósito que é poder celebrar a nossa enigmática existência compartilhando momentos felizes e acontecimentos com pessoas de diversas culturas e localidades, despertando a positividade que muitas vezes nos falta em nosso cotidiano. Apesar de tantos elogios e pontos positivos, nenhuma festa é 100% perfeita (sempre tem algo há melhorar, principalmente na questão de segurança e na limpeza dos banheiros), e é nosso dever poder contribuir de maneira sadia através de críticas construtivas que possam fornecer base para melhorias futuras.

Numa perspectiva geral, o Mandallah foi um dos principais eventos de psytrance realizados este ano aqui no Brasil, e no qual tivemos a honra de cobrir. Mal podemos esperar pela próxima edição. Que venha 2019!

Texto escrito por Lucas Baldo e Rafael Dall’Anesse
Editado e revisado por Lorran Nascimento
Imagem de capa: Hypecam

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