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A MAGIA DO SAMSARA – #MinhaPrimeiraExperiência

Tive o imenso prazer de comparecer a 19ª edição de um dos festivais mais tradicionais do Brasil: o Samsara. Com tanto tempo na cena, esse evento acaba por representar muitas histórias e vivências que ajudaram a fortalecer o cenário do psytrance no Brasil, principalmente se tratando dos movimentos de preservação e conscientização da cultura psicodélica.

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Créditos: Felipe Lima

SOUNDSYSTEM

Configurando-se como um dos eventos mais antigos que envolvem a cultura psytrance no Brasil, o Samsara trouxe novidades diferentes em relação ao ano anterior. Sem dúvida uma das mais notáveis e elogiadas pelo público foi a decoração/palco/projeção do mainfloor, aliados a qualidade fenomenal do soundsystemPure Groove” (utilizado também recentemente no Festival Anacã). As famosas caixas de som alaranjadas mostraram toda sua potência e qualidade em um ambiente extremamente propício para isto. Talvez o fato de estarmos em uma floresta com árvores por toda sua extensão fizeram com que a acústica do local tenha sido naturalmente incrementada, criando um efeito de reverberação orgânico totalmente singular.

DECORAÇÃO

Ainda falando a respeito da decoração/palco/projeção, ressaltamos a dedicação e qualidade de trabalho da equipe da Mimesis Decoration, que vieram diretamente da Espanha para realizar a decoração, além dos demais envolvidos, como o VJ Vacão, um dos grandes responsáveis pelo mapping do palco. Devo confessar a vocês que nunca fiquei tão surpreso, de modo positivo, com aquilo que estava observando. Foi uma experiência surreal, de encher os olhos de lágrimas ao passo de nos deixar boquiabertos a cada nova imagem que era projetada naquele palco imenso e lindo. Cada noite fora recheada de visuais dos mais diversos tipos, alternando tanto entre fractais e figuras geométricas dos mais diversos tipos, quanto entre figuras humanas e caveiras (isto foi só um pequeno exemplo do que fora projetado). Confira como foi um pouco da experiência das projeções no vídeo abaixo:

A decoração não se limitou, porém, neste incrível poderio criado pelo conjunto do palco. Algumas figuras geométricas formadas por prismas e outros objetos tridimensionais tornavam o ambiente da floresta ainda mais imersivo, contando também com muitas luzes negras para deixar o local mais “Noir”, ou melhor dizendo, Dark. Tivemos a presença das plaquinhas com mensagens bem sublimes, que acabam por dar aquele toque mais humano, profundo e poético a qualquer festival. Outro ponto relevante a se comentar era o túnel de acesso que partia da praça de alimentação em direção ao segundo palco. Linhas Neon em conjunto com a luz negra davam contorno aos desenhos que faziam parte deste túnel, criando um espaço de ligação extremamente psicodélico (assim como todos os outros detalhes decorativos).

 

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Créditos: Felipe Lima

APRESENTAÇÕES NO MAINFLOOR

No que se refere ao som do mainfloor, meu amor incondicional, fomos recheados de PEDRADAS do início ao fim. As variações de vertentes, que transitaram desde os gêneros de full on, progressive trance, progressive dark, dark, forest e hi-tech fora muito bem distribuída nas 24 horas de um palco que não desligou um minuto sequer até o fim do festival. Destaco os sets do Labirinto e Nevermind, com a nova track “onde vocês pensam que vão” (respectivo trecho da música) que, quando lançada pelos artistas, terá altas probabilidades de alcançar o sucesso devido a sua alta qualidade e a resposta da pista.

Na tarde de sábado ainda tivemos a apresentação magistral do projeto Vegas e foi sem dúvidas um dos pontos mais altos do festival. Pudemos presenciar as faixas mais conhecidas do seu projeto, como Pratigi, ao passo de entrarmos em contato com remixes ainda não lançados, como um remix da música Imaginarium do DJ brasileiro Aura Vortex. Na sexta me interessei bastante pelo set da DJ Kitty, Akasha e o sérvio Imaginarium (este é o DJ não a música rsrs). Enquanto os dois primeiros citados fizeram uma bela variação entre um progressive trance/full on, Imaginarium deu aula ao iniciar a noite com uma sonzera noturna de extrema qualidade. O set do projeto da brasileira Vênus, conhecida também pelo outro trabalho nomeado Rosa Ventura, juntamente com Magma Ohm, fizeram a transição da noite para o dia (amanhecer) com um hi-tech que não deixou ninguém parado. Por ser muito fã deste gênero, foi um dos momentos onde pude mais me libertar, apesar de já estar bastante cansado devido a maratona incessante de dançar ao longo do dia/noite sem quase parar por um instante. Nargun, Onion Brain e Whiptongue tocaram no domingo e finalizam a lista dos destaques elaborados por mim. Estes foram aqueles DJs que mais me surpreenderam por alguns critérios pessoais, e por isto separei um momento para nomeá-los, porém garanto que, segundo minha observação, todos aqueles que passaram pelas pickups do Samsara DESTRUÍRAM DEMAIS, FOI SONZEIRA DO INÍCIO AO FIM!

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Créditos: Felipe Lima

PALCO ALTERNATIVO

O evento contava com um segundo palco, localizado nas margens de uma pequena prainha. Nitidamente fora planejado para ser um palco alternativo, entretanto estava muito bem estruturado tanto no quesito decorativo quanto no soundsystem, que apesar de não ser as tais caixas alaranjadas, tinham um som bem forte. A abertura do som no festival fora dada neste espaço, onde tivemos uma noite com muito full on night. No restante do tempo, fora possível ouvirmos desde o nosso querido chill out, passando pelo progressive/full on a tarde e finalizando com house/vertentes na parte da noite. Sobre este último gênero devo destacar a apresentação mágica do mestre André Gazolla na madrugada do sábado (QUE SONZERAAA!). Seu set conseguiu aliar a psicodelia presente nos sons noturnos do mainfloor unidos ao low bpm característico das vertentes do house.

 

INFRAESTRUTURA

Concluo o meu relato elencando outros aspectos que me chamaram atenção e que se fazem de extrema importância no sentido da análise dos serviços e infraestrutura oferecidos pelo festival. Os pontos que julgo que podem ser melhorados são o preço da água, que custava 5 reais (mas podíamos trazer de fora do festival, então ponto positivo rsrsrs), o fato do cartão de crédito/débito que não funcionou no primeiro dia e os banheiros químicos (estes merecem um destaque especial pois tive contato com relatos criticando a higienização e a quantidade de locais dispostos no que tange este assunto. Apesar de estarem constantemente sendo limpos pela equipe da limpeza, o serviço não obteve êxito suficiente para que fosse aprovado em sua totalidade exigindo melhorias nas edições que vierem a acontecer posteriormente).

Não observei nenhum quesito que me incomodou, além destes citados anteriormente, configurando este festival como uma das melhores experiências que já tive em minha vida. A praça de alimentação tinha variedade de opções com preços justos e atendimento muito bom. Em relação ao conforto, destaco o camping que se localizava ao lado do mainfloor (o que facilitava em muito o deslocamento), “chuva artificial” realizada através de um sistema de irrigação que passava pelo palco principal (ajudou muito com a poeira do chão e com o calor da tarde), chuveiros bem localizados e em bom número.

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Créditos: Felipe Lima

O público, que sintetizou a harmonia de todos os fatores positivos citados anteriormente, atrelados ao aspecto humano trazidos por pessoas de diversas culturas e localidades, fizeram parte deste festival. Entretanto devo fazer um breve apontamento final: este é um relato de uma interpretação pessoal, tendo em vista as minhas perspectivas e os meus quesitos que perpassam a avaliação deste festival, logo diferentes interpretações são esperadas, tendo em vista que cada pessoa é única e individual, ampliando a margem de avaliações que possam ser feitas do role como um todo.

A seguir deixo a postagem com um vídeo que fiz na página do evento contendo alguns comentários e agradecimentos nesta jornada cósmica que foi o Samsara. Se quiserem fiquem à vontade para compartilhar o que acharam deste meu relato ou do festival. Ahh e última notícia: não deixem de acompanhar os fotos, vídeos e relatos na página oficial do Samsara no Facebook e/ou no evento de 19 anos da respectiva rede social. Algumas fotos já podem ser encontradas no perfil do Felipe Lima: Álbum em construção.

Espero vocês na próxima edição!

Texto escrito por Lucas Baldo

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