O MELHOR DO PSYTRANCE

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Breve resumo sobre a Origem do Psytrance

Ao longo dos anos, o psytrance evoluiu para muito mais do que simplesmente um gênero musical. Mas vocês conhecem a origem deste movimento e os seus princípios? Este é o primeiro de uma série de artigos, nos quais contaremos a vocês tudo sobre a cultura psicodélica. Apertem os cintos e conectem-se neste mundo!

Surgimento na Índia

A Índia sempre foi um país muito rico em história e cultura. Nesta terra singular situa-se Goa, na costa oeste, aproximadamente 600 km ao sul de Bombaim. Goa é um Estado e não uma ilha, como muitos pensam, e foi uma colônia portuguesa até 1962. Devido ao colonialismo, tem até hoje uma forte influência cristã que diferencia das outras áreas do país.

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Por causa de suas praias e do seu clima, Goa tornou-se um ponto de encontro dos hippies e viajantes mochileiros. Todos procuravam no estado o lado descontraído da vida. E é claro que a música não poderia faltar neste cenário.

No início, as festas nas praias eram tomadas pelo rock psicodélico e pelo reggae. Estas festas tornaram-se cada vez mais populares, as decorações eram feitas de cores fluorescentes e das mitologias indianas. Entre 1987 e 1988 um DJ francês chamado Laurent introduziu nesses eventos música eletrônica. Ele teve grandes dificuldades no começo, mas seguiu o baile e o estilo passou a fazer parte da cena em Goa.

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Mais tarde foi a vez do DJ Goa Gill que chegou às praias paradisíacas, fazendo uma conexão entre batidas eletrônicas, espiritualidade, natureza e meditação, resumindo, quebrou tudo.  E é claro que se tornou o maior protagonista da música eletrônica do estado, mantendo esse título até hoje. Além deles, outras pessoas começaram a perceber o sucesso da eletrônica tocado em raves na praia.

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DJ Goa Gill

 

Os turistas espalhavam a cultura de Goa nos seus países de origem, e também voltavam para Goa com novas tendências. As criações das músicas psicodélicas através do computador e de sintetizadores causou uma inundação de criatividade absurda. A reputação de Goa como um paraíso aumentava e trazia cada vez mais viajantes do mundo inteiro. Desta união de diferentes pessoas de várias partes surgiu um estilo mais individual que se tornou conhecido como goa trance.

Chegada do Psytrance na Europa

Na Alemanha, as pessoas que se conheceram nas festas da Índia passaram a se reunir num local desconhecido chamado Waldheim, entre 1989 e 1990. O lugar começou a ficar cheio demais, ao ponto das pessoas que não conseguiam entrar passarem a dançar no meio da rua, uma loucura. Nada andava, o trânsito ficava péssimo, então o local foi fechado, sem conversinha.  A galera ficou revoltada, foi quando eles tiveram a ideia de fazerem uma mega rave, assim em 1991 foi feita a primeira Voov-Experience (às vezes chamado Vuuv), com mais de 1500 pessoas. Confira aqui o vídeo do que rolou na primeira edição do festival:

 

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Vuuv 1991

 

Em 1994 a cena psytrance da Inglaterra havia crescido rapidamente, e festas grandes como Return to the Source aconteciam, enquanto inúmeros selos de psytrance começaram a surgir. Apesar de a Inglaterra ter liderado a cena trance por anos, as raves foram proibidas pelo governo e quase desapareceram por completo, pois as festas só podiam terminar cedo e ser realizadas em locais fechados. Mas as raves ao ar livre são essenciais para o trance, pois necessitam de um contato mais direto com a natureza. E a Alemanha não perdeu muito tempo, aproveitou a oportunidade e tornou-se o cenário perfeito.

Enquanto isso, a fama de Goa estava se espalhando cada vez mais, resultando num fluxo muito grande de pessoas. Passando a custar tudo mais caro, pois os indianos perceberam o potencial financeiro que os visitantes de outros países estavam trazendo. Ou seja, o espírito original de Goa desapareceu feito fumaça em pouco tempo, e a irmandade deu lugar para DJs egoístas. O resultado não poderia ter sido diferente, a decadência bateu na porta e quase todos os selos tiveram que fechar, já que não estavam conseguindo pagar as despesas.

Ao mesmo tempo, tudo estava se tornando maior na cena psytrance Européia. Os festivais Shiva Moon e Voov-Experience recebiam mais de 10.000 pagantes. Muitas organizações menores começaram a aparecer, resultando num mercado lotado de raves. Novos conceitos e idéias surgiram, combinando elementos de trance, techno e house. Na Alemanha já existia uma série de músicos e produtores como Digital Sun, Ouija, Earth, Ololiuqui, Shiva Chandra e outros. Alguns produtores fizeram os seus próprios estilos, obviamente, isso também foi possível com o desenvolvimento da tecnologia musical, resultando em várias vertentes como: Full on, Progressive, Dark, Goa, Psycore, Forest e Hi tech.

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Shiva Moon 1997 (Foto: Udo Herzog)

 

Muitos suecos se contagiaram com este estilo musical e desenvolveram a sua própria cena progressiva. O primeiro e mais conhecido deles foi o Atmos, projeto eletrônico fundado por Tomasz Balicki. Com isso, o trance progressivo expandiu-se rapidamente pelo mundo. Juntamente, o psytrance conseguiu manter a sua chama em Israel, graças a um novo acordo político entre Israel e a Índia que permitia aos israelitas obterem vistos para a Índia.

Psytrance em Israel

Como o serviço militar de Israel é muito rígido, muitos jovens passaram a desejar por momentos de relaxamento, de preferência em locais paradisíacos. Assim, as praias da Índia foram invadidas pelos israelitas, que passaram a desenvolver a sua própria cena psytrance. Em nenhum outro lugar do mundo o psy conseguiu tanta popularidade, ao ponto de tocarem em rádios e atingirem o sucesso como em Israel. A cena psytrance também se desenvolveu em outras partes do mundo. E esses países que são considerados com cenas fortes são México, Tailândia, Japão, África do Sul, Canadá, EUA, Áustria, Suíça, Portugal e o Brasil que não poderia ficar de fora.

Chegada do psytrance no Brasil

No Brasil só ganhou força quando foi trazido para as raves de São Paulo, conseguindo atingir grande popularidade há pouco tempo, em 2007, sendo confundida pela mídia com outras vertentes eletrônicas, como house, por exemplo. Hoje em dia existem dezenas de festas ao ar livre, festivais grandes e pequenos. Um dos pioneiros do psy no Brasil foi Rica Amaral, que começou organizando suas próprias festas, as quais resultaram na XXXperience. Outro nome responsável pelo festival e tem feito muito sucesso no psy brasileiro é o DJ Feio.

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DJ Feio vs Bruno Pietro – 02/12/2012 – CARPE DIEM, Gravataí/RS

 

Embora a cultura trance tenha tido que se adaptar a uma estrutura mais industrial em comparação dos anos 60-90, ainda é uma nova cultura mundial, que vem crescendo pelas partes do globo. Hoje algumas festas do gênero contribuem para que o estilo continue vivíssimo e são elas, através dos seus organizadores e frequentadores, que estão dando fôlego para a cultura psicodélica, mantendo o amor e a chama acesa. Mas cá entre nós, se tratando do psytrance, a tendência é ter ainda mais sucesso e coisas boas, não acham?! E como bons amantes da cena ficaremos na torcida.

Por Alessandra Fernanda

 

REFERÊNCIAS

http://www.arge.pt/marcosilva/trance/?cat=historia#2.1

http://www.portaltrance.com.br/default.php?pag=historia_trance

https://www.last.fm/pt/music/DJ+Feio/+wiki

http://psytrance.forum-livre.com/t21-a-historia-do-psy-trance

http://stereominds.com.br/materias/dark-psytrance/

http://feehpsytrance.blogspot.com/

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