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Mandragora fala sobre 3 álbuns em 1 mês: “Saí da caixinha”

Após surpreender o público com psicodelia avançada e um som mais tenso no Disc 1, e com som mais agitado e frenético no Disc 2, o DJ/Produtor Mandragora encerrou hoje sua trilogia psicodélica com o lançamento de Disc 3. Publicando 27 músicas em menos de 1 mês, essa foi umas iniciativas mais ousadas na carreira do artista, que é conhecido por não ter “papas na língua” e estar envolvidos em diversas polêmicas.

O álbum foi lançado pela Alien Records, assim como os outros, e conta com uma sonoridade mais “padrão” ao que estamos acostumados a ouvir do mexicano que possui grande amor pelo Brasil. O compilado ainda conta com um remix da track “Toys” do produtor Perplex, além de collabs com Jacob, Jack In The Box e Moontrackers.

A quantidade de tracks lançadas em um período tão curto de tempo e dividido em álbuns segmentados é no mínimo incomum, e despertou nossa curiosidade (assim como de grande parte do público). Por isso, entramos em contato com o artista, que de boa vontade aceitou conversar conosco para falar sobre suas intenções ao criar esse material e compartilha-lo dessa forma. A entrevista na íntegra você confere logo abaixo!

Foto: Leandro Quartiermeister

 

Hï BPM: Muito obrigado por falar conosco! Em menos de um mês você lançou 27 músicas. Por que você decidiu fazer 3 álbuns?

Mandragora: Na verdade, eu queria “cagar na cara da sociedade”, pois se um produtor faz uma música a cada 3 meses, ele acaba lançando por ano entre 3 a 4 músicas. Eles tem vergonha de experimentar coisas novas, tem medo do que os colegas DJs vão dizer, do que os promoters das festas vão dizer, e por isso se limitam dessa maneira. Muitos pregam que o psytrance é um gênero “mente aberta”, mas na verdade é o contrário disso, em que muitos se fecham em ficar seguindo várias regras. Por isso decidi fazer 3 álbuns, com 27 músicas, que na realidade nem são tantas assim, mas são uma quantidade maior do que a discografia inteira de muitos produtores que se apresentam pelo mundo atualmente.

 

Hï BPM: O que você quis mostrar para a cena psytrance brasileira com essa iniciativa?

Mandragora: Eu quis mostrar pras pessoas que eu tenho habilidade para fazer músicas de diferentes estilos, e que gosto de outras vertentes e consigo me expressar produzindo elas. Além disso, quero mostrar com esses álbuns que o psytrance vai muito além do prog e do full on, e que outros gêneros musicais podem conviver juntos com o psy, como o rock, o jazz, o hip hop e tantos outros. Não só isso, mas também a questão do BPM. Não há motivo pra ficarmos presos em apenas uma velocidade, sendo que temos tantas vertentes com uma variação grande de BPM, então por que ficar fazendo músicas em 145 BPMs o tempo inteiro? Eu fiz os álbuns pensando em ter um pouquinho de cada coisa, para atingir todos de alguma forma, desde a galera mais antigas na cena, até a nova geração que está chegando, além de surpreender aqueles que já me acompanham há algum tempo, e mostrar pra eles que consigo manter minha identidade mesmo me aventurando em outras vertentes. Quero que as pessoas se sintam a vontade, tendo suas músicas favoritas independente da vertente, e não achem que só por não ouvirem outros estilos devam se ver como burras ou coisas do tipo.

 

“Eu quero dar um bom exemplo para os demais produtores, e libertá-los dessa caixinha”

 

Hï BPM: Como você acha que os produtores vão encarar essa sua atitude?

Mandragora: Fiz isso para conseguir me expressar e sair da caixinha. Eu tenho certeza que, por ter feito isso e por toda repercussão positiva que se gerou, muitos outros artistas vão seguir a mesma pauta, e quem sabe essa tendência se torne um padrão da indústria. Não quero acreditar que todos os artistas do nosso estilo estejam com medo de se expressar, de fazer música, ou da opinião das outras pessoas. Fazer isso foi uma arma para me liberar, e libertar outros artistas também. Muitos produtores bons como Sesto Sento, G.M.S. e tantos outros, fizeram músicas pra caralho, e graças a elas nós temos trabalho e uma cena tão legal como essa. Mas com o tempo, nós fomos nos adaptando a aquelas pessoas que estavam focadas simplesmente no dinheiro, e não na arte, como deveria ser. Eu quero ser como meus heróis das antigas, que faziam muuuuuitas músicas pra galera curtir, e não apenas pra tocar em um festival ou outro pra alimentar os próprios egos. Por isso lancei tantas músicas: eu quero dar um bom exemplo para os demais produtores, e libertá-los dessa caixinha.

 

Gostou da entrevista? Aperte o play abaixo e escute os três álbuns dessa trilogia psicodélica comandada por Mandragora!

 

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